Saturday, July 17, 2010

Um GayChoice para reforçar a ideia de férias...


Ora bem... Hoje vou começar por falar de fruta. O verão chegou e sabe bem comer mão-cheias de pedaços de plantas e muito em particular de um pequeno conjunto de frutos aglomerados numa massa homogénea vermelha carnuda e com as sementes à superfície do corpo a que damos o nome de morango... Apesar de cientificamente não ser um fruto mas um conjunto de frutos, por uma questão de facilidade de comunicação irei sempre tratá-lo como tal. Que me desculpem os cientistas mais aguerridos.

Começo por falar de morangos porque são um tipo de frutos que me permitem discutir outros assuntos que me interessa discutir. Em primeiro lugar o facto de ser pequeno. Os morangos originais eram, na verdade muito pequenos antes de os metermos em laboratórios ou fazermos cruzamentos e cruzamentos para darem aquele fruto de tamanho apreciável. O facto de ser pequeno faz com que seja um pouco como os perfumes, as maiores pérolas encontram-se nos mais pequenos frascos. por dentro do invólucro e sem a embalagem, se descascam os mais deliciosos aromas. Aliás diz a música Sex Dwarf de Soft Cell.

They all love your
Miniature ways
You know what they say
About small boys

O pequeno é como as loiras no cinema, um ícone para ser colocado em altar. Posso dizer isto em grandes alaridos pois assim serei feito um santo de um altar "paganicamente" gay. Além disso as coisas pequenas, por norma, não são feitas para comer, mas antes para serem saboreadas. Isso é particularmente notório no caso dos bombons a acompanhar o café, ou nos pequenos aperitivos... coisas feitas para dar uso aos neurónios mais profundos da língua e pensarmos que vale a pena saborear tudo aquilo com grande delicadeza. Dizem dos gajos pequenos...

Falando em pequenos, é caso para dizer que há pessoas, não muito altas, que gostam de arranjar problemas com pequenos, é o caso do nosso amigo internacional C.R. cujas ultimas semanas têm andado a dar algum furor por causa da revelação do seu pequenote problema. Muita gente chorou, muitos se vestiram de luto, muitos acharam bem e outros aplaudiram. Foi o caso de um outro nosso amigo(a) de nome Ricky Martin de quem os rumores relativos ao seu namorado têm rolado muitas páginas cor de rosa, ou não tão rosa. Eu abro uma das não rosa, mas antes mais para o escuro com o C.R. a ter um caso com o R.M. - bem interessante de se ver...
A verdade é que correm muitos rumores relativos tanto à orientação sexual do famoso jogador de futebol, como relativamente ao facto de como "engravidou" ele a rapariga que lhe deu um filho. Rumores lanço eu de que ele e R.M. tendo um caso, pediram encarecidamente os dois para a rapariga ter um filho deles, sendo que não esteve com os dois na cama mas tudo se passou por um processo de inseminação artificial pago numa clínica privada com todo o aparato e sigilo adequado.

E como se fala de morangos e menores, que dizer das férias de verão, senão que com a crise, o que salva mesmo o enorme tempo livre das crianças é estarem sentadas em frente ao televisor visualizando morangos adocicados. Uma coisa que me lembro bem foi de ver um dos actores desta série televisiva a fazer um musical com a sua melhor apresentação: "Rapazes nus a cantar"... Peça de teatro imprópria para gays frustrados, assim como muito sensíveis do coração...

O que vale é que faço publicidade um pouco de tudo: do bom do mau, do que se quer e do que não se quer. E seja com açúcar, seja com chantili, seja mesmo com mel ou embebidos em vinho rosé ou champagne, o que se quer mesmo neste verão é calor, uma esplanada, um rapaz giro a servir-nos morangos, de preferência com alguém feitio de ginásio bronzeado com um pareo à cintura.


Enfim...
morangos, morangos, morangos...
It's a GayChoice.

Saturday, July 03, 2010

As asas de Eros e a Final do Campeonado do Mundo em Futebol... em Paris - Parte 2!

As paixões... as paixões... Os frutos dos nossos desejos rebentam das sementes do deus alado com setas e aspecto miserável, filho da pobreza e do engenho. Aquele por quem entregamos tudo, até a vida, e com ele o nosso engenho é desenvolvido. Assim falava o filósofo no meu resumo das suas palavras. Falo, claro, de Eros, o deus do amor.
Pelas paixões tudo entregamos. Quando o nosso coração se enche de algo pleno, comunitário, de espírito de entrega, partilha comunitária, gestos de afecto, beijinhos, abraços, gritos de alegria... e futebol, claro está! É neste assunto que todas estas acções se tornam possíveis, de certo modo, de ver tão lindas. No futebol, à margem das divergências clubísticas, somos todos uma grande família sem qualquer tipo de complexos. Vejamos:
1. Antes do grande show de 90 minutos muitos homens e mulheres de aspecto másculo se posam diante de um espelho com o estojo de maquilhagem a meter base de duas e três ou quatro cores. Colocam perucas de cores berrantes, encharpes, carregam bandeirinhas, tantas como um arco-íris, madeixas no cabelo... Cada fanático, arrebatado pelo fogo da paixão à sua selecção. Eu digo que tudo isto é bonito. No mínimo, digno de posar ao lado de Priscilla, a dita Rainha do deserto.
2. Entram as vedetas no verde tapete relvado com as chuteiras delgadas feitas com todos os pormenores mais delicados, amortecimento de impactos e sempre com as mais variadas cores. Colants até ao joelho, calções com design a realçar as curvas dos exercitados e enaltecidos glúteos, que, em horas de maiores apertos e nas valentes quedas e enrolanços na relva, se vislumbram por baixo a roupa interior apertadinha à pele. Além do mais tanto amor têm à camisola que a oferecem como troféu ao seu público amado.

3. Volto à Priscilla:
First I was affraid I was petrefied (Estes são os primeiros minutos)
Finnaly it is happen to my right in front of my face my heart can't describe it (Este é o momento do Gooooooooooooooooooooollllllllllloooooooooooooooo!)
É nos golos que a coisa se vira do avesso. Toda a gente vira paneleira, todo o paneleiro beija gajas, todas as gajas tiram os soutienes... Que o céu não nos caia em cima, pois já bastou ter a polícia ter caído em cima de um magote de brasileiros no Oriente há dias.
Nos momentos de golo avistam-se autênticas cenas orgíacas de forte carga sexual. Os jogadores empil(h)am-se, existem apalpões, festinhas, peitos despidos, testosterona ao rubro... O mundo do futebol é, no fundo, algo de verdadeiramente masculino e, acima de tudo, objecto de assunto para adultos, maiores de 18 anos.
E das profundezas do nosso país, um dos seus avós por muitos ainda idolatrado, por outros renegado, pela maior parte abandonado às águas do Letes, eis que ele volta qual D. Sebastião em cima de um cavalo branco, não para salvar a pátria, ou a fazer ganhar a taça, mas para lembrar que sempre vivemos e viveremos debaixo do seu lema: "Deus, Pátria e Família". Em relação a Deus basta ver a forma como o país parou para receber o chefe de estado do Vaticano, a pátria dos nossos egrégios avós e afilhados que são os sucessivos jogadores da Selecção Portuguesa. A família... já falo da família.
Nos bastidores de tudo isto mora a verdade onde temos alguém a fazer do dinheiro o seu deus, do país os seus escravos e da família... um drama digno de uma das piores operetas escritas por algum holandês. No entanto fica tudo em família, pois vejam como sofrem de emoção a cada tentativa de ataque, como nem se levantam ou sentam em poses de querer levar por trás numa sincronia equiparada a um rito religioso. Tudo ao som de uma espécie de sacerdote com o nome de comentador desportivo.
Mas volto ao primeiro tema: refiro-me a Eros, à criação de uma família e do facto de não existir uma sem o outro.
Diz a tradição que o homem foi feito para a mulher, e esta para ele. Depois, na incrível e rocambolesca história do mundo que anda sempre a rodar como uma roda besuntada de vaselina, aparecemos nós... pois... Aparecemos para destabilizar toda a concepção de família. É verdade!
Porque acontece isto? Ora acontece, como diz a "tradição" que a viagem para o mundo da paneleiragem é uma viagem onde apenas se pode comprar o bilhete de ida, não se vende o de volta!
Podemos nascer direitos e a partir do momento que pegamos por trás não voltamos a ser os mesmos. E nem com a Maya a subir a palcos a questionar se alguém se quer reconverter... Aconteceu, porém, que o barco começou a ficar muito cheio com um grande e variado grupo de pessoas e é normal que algumas delas quisessem ganhar com isso. E puf... fez-se o chocapic! Que é como quem diz, o casamento.
A outra dizia que antes queria "asno que me carregue a cavalo que me derrube" e eu algo parecido: "antes puta mal-afamada a cadela domesticada". Não é que seja contra alguém se unir a alguém e partilhar alianças e todas essas cocozisses; no entanto mistura-se muitas vezes o deus Eros com o deus do dinheiro e o resultado nem sempre é bom. Pois que há contas a pagar e nos dias que correm é tudo pago a meias, há os filhos que se quer ter, há o trabalho a ocupar demasiado tempo... e isto tudo afasta o deus alado para um nicho abandonado ao esquecimento. E como ele se afasta teve de se inventar algo mais: o divórcio.
Assim sendo, eu não me quero casar porque não me quero divorciar.
E se acham que o que digo é ridículo, vejam o tempo que demorou entre o primeiro casamento gay em Espanha e o primeiro divórcio gay. Eu acho importante duas pessoas se unirem pelo amor e haver uma entrega mútua, coisa voluntária, sem ser preciso nada mais que o amor, sem papéis, sem complicações, apenas o puro Eros.
Devo ser utópico, não?
Por este motivo me mantenho na má vida... Uma vida de intensa adoração ao deus do amor e a toda a gente.

Se algum dia eu me casar será uma única vez sem grinaldas, grandes festejos ou rabonas, mas quero que seja em Paris. E que o eterno beijo dure mais que os 90 minutos (pouco mais ou menos) da final do campeonato do mundo de futebol, pois eu prefiro beijar que a espetar o cu aos apalpões perante um jogo na televisão.
despeço-me do meio de um grupo de adeptos a gritar pela amada pátria, de um iraniano a cantar espontaneamente algo na sua língua sem qualquer razão, e um par de jarras de cristal também sem nexo no quadro total.

It's a GayChoice...

Thursday, July 01, 2010

Obscuro amor - Poema sobre um amor proibido


Ainda ontem me partiste
triste consolação
entre os mochos e corujas
vampiros e aranhas
me colocaste um pouco a sonhar

as flexíveis vergas do chorão
em materno amor
a mim se enlaçam num berço
embalado por Bóreas
onde pude outrora amar

ainda foi apenas ontem
meu infame adeus
que nas largas mãos da irmã
da grã Miséria
teu cadáver belo fui depositar

o manto velho e a foice
levam tua alma
teu corpo gelo eu ao eterno
que minha lembrança
tão curta é e me não vou matar

a isso tu bastas, é certo
e lírio bálsamo
e enfeito a meu pagão modo
de flores assassinas
feitas de minhas mãos o teu altar

pois que te amo ao eterno
tempo durar
e em minhas mãos escorre
o grito impróprio
que meus dedos tiveram de calar

sempre te amei adonis mio
idolatro-te
mais de ti gosto, mesmo agora
tudo consentes
que quem chora pôde enfim matar.

Friday, June 25, 2010

Mais uma GayChoice

E que falar nestes dias? Que escrever numa altura em que ninguém tem paciência para ler o que escrevo e até mesmo eu não tenho paciência para escrever... Farto de ressacas e com o calor à porta apenas apetece um cocktail servido numa praia por um moço bem simpático.
Sobre as aventuras e desventuras do Sócrates, ninguém tem mais interesse.
Sobre a crise da economia internacional e a queda do sistema actual, não me apetece escrever sobre algo que a maior parte das pessoas não vai ler mesmo - como se eu acreditasse que alguém vai ler este artigo até ao fim...
Sobre os movimentos planetários... posso começar por algo parecido; mas não me parece boa caldeirada. Tem muitas espinhas...
Bom, tenho de arranjar um título oficial interessante para este momento de leitura. Aqui vai (como vai correr, nem eu sei...):

AS ASAS DE EROS E A FINAL DO CAMPEONATO DO MUNDO DE FUTEBOL... EM PARIS!!!

O título é desafiante. Só depois de o escrever é que me apercebi da estupidez que vai sair.
Falemos de Eros... Há vários anos atrás, séculos mesmo, já se discutiam muitas coisas sobre o amor. O nosso amigo Platão colocou Sócrates, o filósofo, num jantar que descamba em orgia, a conversar com outras personagens sobre o deus do amor, Eros. Uma das personagens defendia que o amor é o mais antigo dos deuses uma vez que tudo o que existe é obra do amor. Por outro lado, outra das personagens defende que o Amor é o mais jovem dos deuses pois veio apaziguar o mundo envolvido nas guerras entre deuses e titãs. Deixo ao critério de cada um avaliar o que acham sobre o amor: a mais antiga das coisas existentes, o algo que apareceu depois de tudo criado para dar uma ordem ao mundo. À margem de tudo isto alguns livros eram escritos com as primeiras condutas de ética sexual. Os mais conhecidos são o Kama Sutra e o outro O Cântico dos Cânticos encontrado na Bíblia. Os nossos amigos da antiguidade tinham tanta imaginação...
Infelizmente o mundo deixou de procurar o amor como uma forma de conquista da felicidade por uma busca de um estado de êxtase. Uma das últimas interpretações que temos disto ao nível da história do Catolicismo é no caso de Santa Teresa de Ávila cujos poemas incluídos na flecha de fogo transparecem algum carácter sexual para um encontro mais próximo com Deus.
Assim sendo, (ainda há alguém a ler isto? Ainda bem.) devemos procurar um caminho, para uns mais porco, para outros mais puro e casto de modo a chegarmos aos nossos deuses.
Falo de DEUSES e cruzo-me com o Mundial de futebol. O que tem ele a ver com o livro O Banquete do Platão? A busca de uma perfeição; cada vez mais se querem os futebolistas como jovens modelos com os corpos musculados - às vezes exageradamente - a serem fotografados como objectos de campanhas de marqueting (escrito propositadamente, acordos ortográficos para quê!) em corrida para chegar às top models mais sensuais. Deste modo, não é de estranhar que neste meio comecem a aparecer as primeiras bichas. Falando em Bichas, sou uma delas, assim como uma amiga minha. Eu rapaz, ela rapariga, temos em comum o facto de os dois acordarmos a pensar em gajos. (Fica a homenagem a não sei quem.)
No sentido do futebol, temos que os rapazes que frequentam este desporto, cada vez mais misógino, a equivaler-se aos ginastas da antiga Grécia que recebiam instruções das pessoas mais velhas, inclusive a nível sexual. A pederastia era algo permitido, mas nem sempre admitido.
Falando em jovens deuses, de referir que algumas personagens estão em grande. É o caso de Miguel Veloso, como o vinho do Porto, cada vez mais bonito. Proponho que o pessoal que chegar a este ponto de leitura coloque o nome dos mais bonitos jogadores. Prometo oferecer postais autografados dos mesmos e os cromos mais raros do planeta.
Outra coisa que se encontra em grande avalanche, em grande euforia, em grande alarido é a vuvuzela. Este instrumento, cujo som se assemelha ao som de um elefante, faz-nos parecer mais gordos ao inchar as bochechas para o tocar. Além de andarmos fartos de ouvir relatos onde o som destes cornetins se sobrepõe ao som dos jornalistas, é de referir que a Assembleia da República de Portugal decidiu que era boa ideia falar nelas e colocar um ministro em pose completamente indecorosa, senão mesmo de pose de avestruz - onde meto a cabeça - a tentar proferir o nome de um objecto cónico oco.
Ora bem! Sou defensor da abolição das vuvuzelas neste planeta e da campanha Empresta-me-a-tua-vuvuzela-ups-parti-a. De qualquer maneira não posso deixar de referir que é com ela que remeto o meu último assunto.
Façamos uma experiência quase sexual:
Pousem a vuvuzela no chão com a ponta voltada para cima.
Sentem-se no chão com os vossos craques ao lado tipo como se estivessem num avião.
Esqueçam o futebol e imaginem uma viagem turística.
Olhem a vuvuzela.
Pensem que descem do avião e imaginem onde estão:

Nada mais romântico. Um jantar num barco a ver a torre iluminada. Proponho que a torre se passe a chamar vuvuzela.
O meu tempo se esgota e a final daqui a pouco está para aparecer. E dado que não quero saber dos aumentos dos impostos, das taxas de juros a subirem, ou da cada vez maior precaridade do trabalho, vamos mas é embebedarmo-nos e avinharmo-nos como os filósofos de Platão para entrarmos no puro esquecimento, mesmo não sendo a final entre o nosso país, que vença o melhor, ou o que ganhar, que somos a nação do quase...

Wednesday, June 09, 2010

Ressacas

Este mês que não tenho escrito nada tem sido só ressacas atrás de ressacas. Começou o mês de Maio com a ressaca do Dia do Trabalhador com uma manifestação dos trabalhadores do sexo que exigem melhores condições de trabalho. Nos dias que correm não sei se isso será bom... tipo passam a pagar impostos, deveres civis, entre outras coisas cuja importância para o estado seria conveniente e para os trabalhadores as condições reais não melhorariam... Olhem-me só a declaração de rendimentos:
>>>>>>>>> Cobranças de serviços
>>>>>>>>> Serviços extra (como as massagens ou serviço de acompanhamento)
>>>>>>>>> Taxa de deslocação (para o estrangeiro uma semana em iate particular)
>>>>>>>>> Subsídio de refeição (em restaurantes de luxo)
A questão dos trabalhadores do sexo em parte deve ser mantida em segredo. Ou pelo menos ser fundado um sindicado dos trabalhadores sexuais para discutir as condições para a profissão mais antiga do mundo.

A primeira ressaca mal tinha passado, e logo a seguir aparece mais uma relacionada com uma figura que, segundo opinião de alguém que lhe é muito próximo, não calça Prada, mas calça Cristo. Convenhamos que quem calça Prada é o seu mortal inimigo que rasteja por todas as frestas. Inclusive por imagens de cristal, como podem ver pela imagem:


Ainda não me tinha passado a febre de o papa ter visitado este país e termos gasto uma quantidade enorme de dinheiro para contribuintes para construir um altar, para o deslocar a baixa velocidade por três cidades do país a celebrar missas... Como dizia, ainda não me tinha passado o sabor da bebida e logo zás... me aparece o discurso do presidente a dizer algo do estilo: "Que se casem e não me chateiem mais com isso que tenho outras coisas a pensar." Lá aparecem as comemorações de casamentos a serem agendadas. A profusão de lojas com propostas de luas de mel e todo o tipo de coisas para o seu casamento. Acho que foi a pensar nisso que criaram aquela Nossa Senhora assim...

Pouco depois o meu signo gritou pelas minha velas a assoprar e não pude deixar de comemorar a minha pouca idade para alguns, muita para outros. A ideal para mim que me sinto como o vinho do Porto, cada vez melhor... Falando em vinho do Porto, lá vai mais um copo para brindar. Fora isso tenho passado o tempo a beber pois já não há quem ature aquele instrumento de plástico patrocinado por uma companhia petrolífera em que se assopra. Antes prefiro assoprar outras coisas...

Pois é... o nosso amigo mundial veio para ficar por uns tempos. Mais outras cervejas e amendoins e tremoços e caracóis. E mais outro copo para descarregar. Ainda não terminou o mesmo, mas para a equipa portuguesa pouco tempo de comemorações deve haver e, por esse motivo, deveremos beber para esquecer que lá estivemos. Falando em futebol, parece que dois meninos do futebol brasileiro andam muito pegado. Serão eles um pelo outro? Imagens há de um deles bem "estimulado" pelas alegrias do outro.

Com isto não há que esquecer que as marchas estão mesmo à porta. Esta semana as de Santo António e num outro fim de semana a marcha lgbt e tudo o que haja pelo meio...

Para terminar e abafar a minha depressão por constantes ressacas, umas de comemoração e outras para esquecer, fico a admirar os meninos em curtos fatos e ambiente militar e religioso no vídeo de lady gaga. Aqui fica para verem...

Sunday, May 09, 2010

Vamos falar de paneleiros, futebolistas, moda e da vinda do papa a Portugal. Nada de muito anormal nos dias que correm. Como começar… talvez pelos futebolistas. E vou parar neste assunto durante algum tempo com alguns desvios por temas diversos.
O nosso internacional Cristiano Ronaldo pousou mais uma vez com roupas em miniatura junto a Didier Drogba dos Camarões. Os desaires do C.R. junto das curtinhas roupas são mais que conhecido, de lembrar a campanha da Armani onde andou a competir com o Bekham pelo lugar cimeiro. A competição deixou de vez os relvados e acima-se uma discussão em cuecas. De dar relevo que os dois desportistas aparecem tão juntinhos na capa da Vanity Fair que se decidiu a comemorar deste modo o mundial.
Uma outra fotografia que eu gostei mais apresenta cinco futebolistas que o sue ar bem que pode ser algo como:
Pato (Brasil): Sinto-me como um Pato na água…
Eto’o (Camarões): Vai-te lá fo*** deves achar que é mais giro que eu nesta pose.
Kaka (Brasil): Sou tímido demais para ser fotografado em boxeres.
Donovan (Estados Unidos): Deixa cá ver porquê…
Muntari (Gana): Hihihi… estás mesmo a jeito para mim…

Neste seguimento de referir que, até ao dia que C. R. se decida a experimentar uma relação com um homem, vai continuar a saltar de galinha em galinha (com o devido respeito, não também não morro de amores pelo gajo…) e segundo palavras da irmã: o nosso filho vai ser o sucessor de C. R. (eu acredito no Pai Natal! E ela em que a sorte bate sempre duas vezes, se calhar não…)
Mais uma do futebol, anda a circular uma fotografia pela internet e pelos órgãos de comunicação de dois futebolistas do Barcelona que depois do treino resolveram tocar leve e sensualmente as suas mãos. O gesto foi bonito e teve o seu quê de emotivo – olhem as lágrimas a escorrerem-me pela face – não percebo porque causou tanta escandaleira. Até parece que o mundo de desporto tem de ser completamente frio a nível de sentimentos ou que os desportistas não podem ter as suas carícias – quem eu acariciava sei eu…
Veja-se que Platão no Banquete afirma que podem existir experiências entre homens. E não podemos esquecer que a ginástica e as actividades físicas faziam parte do dia-a-dia. Sinceramente! A propósito disso, um jovem desportista da Nova Zelândia, um tal de Blake Skjellerup assumiu a sua homossexualidade. Dou todo o meu apoio. Todo o que ele quiser... acho que no mundo do desporto as coisas são demasiado “armarizadas” e há que desmistificar aqueles balneários másculos onde se fala de gajas. Por favor… eles só vêem gajos nas competições…
Nem acredito que já falei tanto de desporto…

Moda. O segundo ponto da minha tentativa de dizer algo com algum sumo, ou não… está lançada a campanha da A|X Armani Exchange. Uma autêntica feira de exotismo. Pitéus com muita ou pouca roupa adequados a todas as ocasiões e quase prontos a comer numa ilha tropical próxima de si. As formas são muito (a)EróDinâmicas e as poses muito pouco clássicas, mas muito eficazes na condução da coisa. Para mais detalhes o moço que me contacte.
Falando em contactos… o contacto que não me apetecia de forma alguma ter perto é de Sua Santidade que para mal dos meus pecados vai colocar a cidade de Lisboa, Fátima e Porto em alvoroço com gente a agitar bandeirinhas brancas e de outras cores ao ver desfilar um gajo em túnica branca e sapatos de cor vermelha semelhantes aos de Dorothy no filme O Feiticeiro de Oz. Nada de confusões que Sua Santidade não irá dar a mão ao João Soares, nem o pé ao José Rodrigues dos Santos nem deixará fugir os Carvalhos e os Simões. Para mais esclarecimentos relativos a esta piada tentem fazer rimas dos nomes com partes do corpo…
O que mais me deixa escandalizado é as medidas exageradas de “segurança” que vão ser tomadas, como tirar os caixotes do lixo da rua, parar o metro, mas a toda a força o Papa tem de seguir no seu móvel pela Avenida da Liberdade acima e a pouco vapor até ao aeroporto.
Vou pensar nesse dia em andar longe… mas nem sequer posso ir tentar engatar em muitos dos locais desta cidade; veja-se a feira do livro que se encontra no Parque Eduardo Sétimo, a zona da Baixa lisboeta cheia de fervorosos religiosos… não há pachorra!
Estou mesmo a precisar de umas férias com um livrinho ao pé de mim…
A propósito de livros. Não sei se já leram a Ode Marítima de Álvaro de Campos. Se o fizeram, não sei se tiveram a mesma impressão que eu, mas o poema é altamente erótico. Para mais veja-se referente a um ataque de piratas: “Tomar sempre gloriosamente a parte submissa / Nos acontecimentos de sangue e nas sensualidades estiradas! […] Ah, o orvalho sobre a minha excitação! / O frescor nocturno no meu oceano interior! / Eis tudo em mim de repente ante uma noite no mar / Cheia de enorme mistério humaníssimo das ondas nocturnas / A lua sobe no horizonte / E a minha infância feliz acorda, como uma lágrima, em mim.”
E é de piratas que termino por hoje. A fazer uma referência ao facto de que a marinha portuguesa não vai participar no combate a pirataria por não haver verbas suficientes para isso. Este país anda mesmo em crise… Os piratas é que não, num assalto a um gajo, o amigo do assaltado (o actor Jonny Depp) tentou defender o amigo e o assaltante com uma garrafa partida na mão recusou-se a magoar o Jack Sparrow. Até os assaltantes estão em queda…
Ok… fica a GayChoice de agora…

Qualquer sugestão de assuntos, notícias bizarras pode ser enviadas como comentários ou para o meu mail: starl45@hotmail.com com uma identificação qualquer em referência a este blog.

Thursday, April 29, 2010

aqui vai mais uma caldeirada

Emir Kusturika, José Socrates e Miss Maxmen 2010. Tarefa difícil. Vou tentar achar uma relação e a tentar explicar.

Comecemos pelo Emir. Realizador europeu de leste que virá a Portugal com a sua banda daqui a uns meses e fez um filme chamado “Gato Preto Gato Branco” de comédia. Antes de mais referir que adorei o filme, em especial do porco que durante o filme esteve a comer um carro. Emir teve a genial ideia de criar um novo conceito de relações entre duas pessoas. Depois da moda dos casamentos por conveniência, onde um dos dois chula o outro, temos os casamentos por Inconveniência. Nestes as coisas são um pouco mais complicadas de explicar, mas será um casamento que não convém aos dois fazer. Em Portugal os casamentos entre dois homens não são permitidos por lei (olhem-me a ficar com pose intelectual) mas já vão havendo ajuntamentos por inconveniência a serem realizados em Portugal.
Um pequeno aparte, disse o casamento entre dois homens porque o casamento entre homossexuais é permitido por lei, eu só tenho é de me casar com uma mulher, mas se casar com uma lésbica estou a ter um casamento entre homossexuais… A língua portuguesa tem muito que se lhe diga.
Voltando ao Emir. Um gato preto e um gato branco andam os dois juntos o filme todo com patos a fugir por todo o lado e homens a cair em fossas e pessoas que estavam mortas a ressuscitar – além do porco a comer o carro. Em Portugal existe a mesma barafunda, existem pessoas a fugir ao fisco de um lado para o outro, a mudarem de emprego, pessoas que morrem aparentemente, vai-se lá saber porquê e outras a casar sem quererem, foi o que aconteceu entre José Sócrates e Passos Coelho – aqui está mais um animal, ou dois, isto não era para dizer?... Desculpem parece que alguém andou a escrever coisas no meu teclado que não eu. Eu estava a dizer que o nosso primeiro-ministro esteve em reunião amigável com o partido da oposição e saíram os dois a dizer bem um do outro. Que se terá passado? Faço segunda votação neste blog para que os leitores imaginem as coisas passadas em São Bento entre os dois. A segunda depois da votação em relação ao papel sexual do R.M.
Para os que lêem o meu vómito pseudo-intelectual e que gostam de mulheres já vamos à Maxman. A revista que sabe o que os homens gostam, eu acrescento: alguns…

Falando em animais – Vamos lá a ver como é… a arca de Noé! – uma cabra é apanhada a roubar um carro. Nada que não seja fora do comum, todos os dias vemos vacas loiras a roubar os carros dos maridos. Algumas delas com e outras sem cornos, é à escolha. O que é invulgar nesta história é que a cabra que estou a falar não é humana… presa por ter sido apanhada em fuga com um carro de atrelado. Já nem os animais podem entrar no céu. Este mundo está mesmo mau.
Quem também não anda nada bem é o futebol português que a acompanhar a crise colocou bilhetes para o jogo entre o Sporting de Braga e o Paços de Ferreira a ZERO EUROS!
Entra Quique Flores – que nome mais apaneleirado – a dizer: “Estar às portas de duas finais na mesma época é algo que pode não voltar a acontecer nos próximos anos.” Muito positivo sem dúvida. Tens cara de betinho mas precisas de umas aulinhas de linguagem positiva.
Quem também precisa de umas aulas mas de electrónica é uma mulher alemã que chamou a polícia para vir investigar uns barulhos estranhos que se andavam a passar em casa. A equipa da polícia descobre que não é mais nem menos que um vibrador num armário esquecido a gastar pilhas…
Que mais dizer…
Ah! Uma outra mulher – esta foi tão rebuscada que até a mim me doeu, terá sido por causa do vibrador? – será eleita a mulher da maxmen. A figurar na capa e tudo. Por mim o júri não deveria ser composto por homens heterossexuais, mas antes por gays. No dia que for júri de um concurso desses e houver uma mulher que me faça desejar deixar de ser gay, essa será sem dúvida uma Miss Universo, uma mulher que até gays consegue levar para a cama. É costume dizer que não voltamos atrás…
A minha boca já está com um sabor desagradável, já nem com uma garrafa inteira de Listerine volta ao puro e casto. É mesmo melhor ficar por aqui, senão nem sei… só lá vai com uma rebarbadora.

Wednesday, April 28, 2010

Outra GayChoice

Esta semana tem sido produtiva a nível de eventos. Ressaca do 25 de Abril. Greve nos transportes. Aniversário do Youtube.com. Igreja católica… Começo por esta última. Parece que certos iranianos acharam destroços do que parece ser um barco que transportou animais em casalinhos e seres humanos. Queria com isto o Criador destruir tentar destruir as nossas tendências… Se o barco será mesmo a Barca do Noé, eu tenho as minhas dúvidas mas deixemos os exploradores ganhar a sua quota-parte de dinheiros que ninguém se chateia muito.
Ao falar na arca lembro-me que seria interessante arranjar um compartimento para preservar os mais belos homens do mundo e os mais inteligentes, pode haver uma bomba que faça estragos suficientes na humanidade para ser necessário repovoar o planeta. Falando em homens giros, está para começar mais um Estoril Open, essa bela catedral dos Homens Lacoste e Lotto de raqueta a bater em bolas. A notar que os cartazes têm como cenário anjos e cavaleiros de unicórnios meio despidos com caras de pujança (misto de sofrimento, violência e prazer), sempre gostei de anjos, os bons e os maus…

Mas volto às religiões, abandonando as inundações e mergulhando nos terramotos. Depois de um líder islâmico ter afirmado que as mulheres que “vestem” decotes são responsáveis pelo aumento dos terramotos no planeta, houve quem criasse uma campanha no facebook.com chamada boobs-quake (algo como mama-remoto) a solicitar que mais mulheres andem de decotes a ver se haverão mais terramotos… O homens estão sempre excluídos destas poucas vergonhas… veja-se que se fossem os homens com roupas provocantes teríamos algo como pixa-remotos… Questiono-me quem será parvo para acreditar que meia dúzia de mulheres a amostrar um pouco mais que o “adequado” será um terramoto, eu sempre ouvi dizer que certas mulheres eram furacões, nunca maremotos…
Prefiro os calções curtinhos dos atletas masculinos…
E já que refiro a internet, como acima indiquei, o youtube.com fez cinco anos, poucos dias depois dos cinco anos deste blog. Eu não tenho muitos visitantes como o youtube.com mas ainda vão ver que isso é bem melhor.
O nosso amigo youtube.com mostrou esta semana um vídeo de grande furor (além dos vídeos de Lady Gaga) um que se refere à sessão de luta livre no parlamento da Ucrânia onde quase tudo valeu menos tirar roupa. Ora pois que tirar a roupa foi o que fez o nosso amigo Ricky Martin a mostrar o seu “virginal” corpo. Será ele activo ou passivo? Se calhar é versátil… Bem que poderia fazer uma votação neste blog sobre isso. Como o blog não é para maiores de 18 e pouco é visitado acontecem duas coisas: posso dizer o que quiser, e dar-me a certas regalias que os meus compadres youtube.com e facebook.com não podem fazer. Digam-me qual a probabilidade de vir a ser processado pelo próprio Ricky Martin.
Voltemos aos assuntos sérios. O sexo não interessa a ninguém (mas começo a imaginar o que fará o Ricky Martin na cama), muito menos interessará aos parlamentistas ucranianos que preferem as demonstrações de virilidade a baterem umas punhetas. A lembrar que o bacalhau é o peixe mais erótico: com ele chupa-se a cabeça, molha-se o rabo e fazem-se punhetas (como será o R. M. a bater uma punheta). E continuando com a gastronomia, de referir que os apreciadores de comida mexicana bem podem ficar com saudades de guacas moles pois o México está em grande risco de gripe A. Chegam atrasados… tão atrasados como Portugal que, afirmam os especialistas, poder ser o próximo país a entrar em bancarrota. Eu acho que nunca saiu dela. Última notícia, o nosso primeiro-ministro está atento… a quê, não sei. A greve dos transportes passa-lhe ao lado e o 25 de Abril foi de fugida.
Talvez esteja atento a “meninos” licenciados a fazerem estágios em sua casa de seis meses para inserção no mercado de trabalho. Seis meses de preparação!!! Devem sair profissionais.
Sem mais assunto para já me despeço – fico cansado de tanta barbaridade. (Estou mesmo a ver o R. M. a met** algo num sítio obscuro do seu corpo. Só de imaginar…)
Bem, It’s a GayChoice por hoje.

Thursday, April 22, 2010

Neo-sexualidades, Amy Winehouse e Shrek... grande salada russa

Começo por referir que o mundo anda maluco; e não apenas o estado do tempo.

O ser humano tem um fascínio muito particular em nomear as coisas todas. Se pensarmos que no século XVII um dos principais tempos era o coleccionismo de animais e plantas e objectos de tribos ditas “menos civilizadas” não será de estranhar que nos dias que corram, descobertas todas as ilhas que povoam os mares, todos os estranhos povos, os objectos mais bizarros que a história da humanidade criou, nos contentemos em dar nomes a todo o tipo de comportamentos que nos cercam. Comecemos por referir os amantes gregos masculinos eromenos e erastes, referidos no Banquete de Platão, até às posições descritas no Kama sutra, o mais antigo dicionário do sexo.
No século XVII, também, houve quem pensasse em verificar um certo tipo de comportamento recorrente entre homens ao nível sexual e denominar esse comportamento como um tipo particular de filia. Mais tarde esse desvio viria a ser conhecido como homossexualidade.
O que mais me espanta nos dias que correm é a procura mesquinha por nomes relacionados com comportamentos que até há bem pouco tempo ninguém se importaria. Veja-se o caso dos metrossexuais – homens com alvará de gays mas que não exercem a profissão, alguns. E se este termo já tem sido muito referido por causa do nosso amigo Cristiano Ronaldo, que dizer de termos como retrossexual. Estes homensinhos não são os que andam de retro, feitos bichinhas passivas, mas aqueles matulões que vivem nos dias de hoje com o pensamento da Idade da Pedra, seja em aspecto, seja em mentalidade, crentes fiéis de que a mulher (para eles nada de paneleiragens) é forte e duro, sem vaselina nem beijinhos para cá e para lá. Temos num outro patamar os tecnossexuais, aquele grupo de pessoas que utiliza todo o tipo de novas tecnologias para andar bem a nível sexual. Compreenda-se que isto inclui ter um telemóvel da última geração com ligação a todas as redes sociais, um computador 24H non stop ligado à net, bluetooth ligado e pouco ligar ao culto do corpo. Temos também o alphassexual, aquele indivíduo que quer a todo o custo o poder, seja de lideranças, seja de “condução” de uma relação para andar bem a nível sexual… eu acho que ainda existem os cirurgicossexuais, os que andam de hospitais em hospitais em busca dos melhores reparos para ter aquele corpo invejável sem andar a malhar horas e horas no ginásio e se fartar de suar.
Perante tanto homem-sexual, os heterossexuais, homossexuais ou bissexuais parece que passaram de moda…
E falando de homens em ambientes muito sexuais, que dizer das prisões, esses antros de perdição da masculinidade de muito machão com manias de superior e que em questão de três tempos fica a piar baixinho por ser enrabado pelo chefe do sítio ou por polícias com ar de superiores… Deve ter sido por causa disso que um jovem desportista se suicidou quando foi preso após ter confessado a morte da mulher – cá por mim não se deu bem com a apanha do sabonete!
E pensar que tanta gente complica o sexo…
Falta-lhes experimentar coisas novas…
E falando em coisas novas… Que dizer da invenção de um motard britânico acusado do porte ilegal de uma arma. Podem perguntar que fez ele. Eu respondo: colocou um lança-chamas na parte traseira de uma scouter. Este mundo é mesmo bizarro! Resta saber se não era mais barato comprar uma mota mais potente, se era a adrenalina da velocidade que o deixava maluco.
Uma outra coisa completamente amalucada que me dei conta foi do facto de haverem pessoas que gostam de cair sempre nos mesmos erros, eu gosto de cair sempre em homens giros, por outro lado Amy Winehouse gosta de cair sempre em alguém que lhe forneça a sua adega (Winehouse em inglês) com drogas pesadas, segundo dizem as revistas de fraco interesse. Devo dizer que o que acho interessante neste caso é que essa senhora (não sei se usei a expressão correcta, fica para uma votação) mantém a sua originalidade em termos de estilo próprio, um pouco semelhante ao nosso Jorge Palma, adora actuar completamente alterada.

Um dia destes mordo-me a mim mesmo e depois… quem é que vai continuar este blog?
De qualquer modo enquanto durar, vou usando o meu veneno, a minha testosterona e a minha veia talvez-poética para continuar a escrever baboseiras neste espaço. Já agora, notaram que tenho contos eróticos neste site e ainda não se encontra bloqueado para menores de 18 anos? Será que um dia me acusam de andar a ensinar criancinhas coisas indecentes? Será que isso faz de mim pedófilo? E será que a pedossexualidade está na moda? Mesmo a terminar… será que o facto de andarem a meter o Shrek a fazer sexo com humanos não será uma forma de sexualidade dos desenhos animados? As coisas deste mundo.
Só me resta despedir, os cumprimentos da lei, sem mais assunto
It’s a GayChoice

Monday, April 19, 2010

É verdade!... depois de ciclones e vendavais, cheias e tremores de terra, o mundo acordou com vontade de se vestir de cinzento e pedir ao limpa-chaminés o favor de ficar em casa.

Isto que o diga, não apenas os islandeses, onde um vulcão resolveu cuspir uma enorme nuvem, mas vários europeus que viram os seus projectos de entrar no espaço aéreo fracassados. Também se pode queixar no nosso Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que por ter de vir alojar-se nos seus aposentos de Belém e ver que a nuvem de piroclastos vulcânicos o impedia de regressar a casa, resolveu-se a atravessar o espaço entre Praga e Barcelona numa Road Trip muito divertida,segundo me quis parecer.

De qualquer modo, aconselho o nosso presidente a ter mais cuidado a quem ele oferece boleia. Como é citado no jornal Metro, "Cavaco deu uma boleia a seis crianças que foram a Praga numa visita de estudo." É que nos dias que passam seria conveniente ter cautela com as crianças. A meu ver elas deviam ter uma etiqueta a dizer: "Brinquedo proibido a maiores de 18 anos, esperar que amadureça". Fica o conselho, não vá acontecer-nos o mesmo que aconteceu com dois futebolistas da selecção francesa que se viram acusados de ter pedofilia e ligação a uma rede de prostituição infantil. Estas crianças só nos dão trabalhos.

Se forem mantidas as tendências, além do cinzento, a exploração de menores volta a estar na ordem do dia que não podem trabalhar para arranjarem dinheiro, então colocam-se a fazer teatrinhos de miúdos muito traumatizados pelas experiências sexuais de que foram vítimas. Convenhamos que nesta moda Portugal já anda na berra há muito tempo - volta Carlos Cruz estás perdoado!

E falando em cinza, termino com uma referência às passerelles. Fica a sugestão:

Saturday, April 17, 2010

Ok... vou falar da igreja!

Cada um sabe de si e Deus sabe de todos...

Assim começo este assunto que tanta volta tem dado não só em redor da Igreja de São Pedro, mas também em todo esse mundo por serem "poucas vergonhas" exibidas a torto e a direito. O assunto não é que seja novo e em parte escandaliza muitos fiéis porque como é referido nos cânones da própria igreja, os padres devem manter os votos que fizeram, nomeadamente os votos de castidade e pobreza. Estes dois por diversas vezes foram violados e sempre com escândalos enormes. Nem a própria ficção se ficou atrás, vejamos o livro Justine do Marquês de Sade, ou o nosso bem português Crime do Padre Amaro. O tema da falta de castidade não é novo. Que falar mais sobre este assunto...

E de quem é da culpa?
Não se pode dizer que é da igreja, como disse, apenas Deus sabe de todos. Não se pode culpar Deus, porque estranhos são os seus desígnios, e é o Todo-Poderoso. Não se pode culpar o papa, ele não cometeu o crime, não se podem culpar as pessoas que sofrem porque coitadinhas, umas mais outras menos, sofreram com tudo aquilo e muitas lágrimas chorarão o resto das vidas com isso. Apenas podemos culpar os padres que o fizeram, e com os culpados vêm todos os padres e a fragilidade de uma poderosa instituição religiosa. Cá por mim a culpa apenas deve ser atribuída a uma única entidade: a internet. Se não fosse a internet, os primeiros vídeos não teriam sido divulgados em avalanche exponencial.
Agora surge um outro problema. Como pode a Igreja Católica mover uma acção em tribunal contra a internet por difamação dessa virtuosa comunidade eclesial. Por isso a igreja apenas pode culpar quem meteu os ditos vídeos na internet, ou quem permitiu que fossem publicados. E se quem os meteu foram pessoas que sofreram os "abusos" então teremos um maior problema porque a entidade sofredora de uma calúnia afinal estaria a mover uma acção contra as pessoas a quem pretende pedir as mais sinceras desculpas. Assim sendo, para mostrar dinamismo, metamos a questão é águas de bacalhau e esperemos que Deus faça tudo pelo melhor.

Como se não bastasse no palco das vedetas "vítimas" de escândalos sexuais na casa branca, uma das figuras mais proeminentes na sucessão do trono de Pedro seria alguém que teve a infelicidade de fazer tornar pública a sua vertente pouco pura e casta. Como se isto não bastasse, entra em palco um Macduff do Macbeth de Shakespear que pretende resolver o assunto pela raiz exigindo a demissão deste possível sucessor de Pedro. Se o santo soubesse em que voltas andaria a sua igreja, não teria sido a sua pedra angular.
Onde entra a comunidade de que faço parte em toda esta trama digna de uma novela mexicana? Entra agora a dizer ser inaceitável estarem a "confundir" a homossexualidade na Igreja com as práticas pedófilas (palavra tão feita, só me lembra o 1,2,3), tal como se quer em todas as delirantes voltas e reviravoltas dos movimentos associativos referentes a questões de sexualidade.

No meio de tudo isto como ser um gay religioso? É uma questão complicada, não vamos ser nós acusados de sermos pedófilos antes mesmo de termos mirado de longe o coro de jovens cantores da Abadia. E que dizer mais disto... Apenas Deus sabe de todos e cada um se meta na sua vidinha!
Bem... It's a choice de hoje....

Saturday, April 10, 2010

vê a minha sombra


Imagem de Jan de Praga



vê a minha sombra
voar entre os plátanos
esquecidos das suas folhas
a escutar o canto do gaio

já não sei ver-me
porque me vês ainda?
como é teu ver-me
assim tão acabrunhado?

o teu olhar fustiga-me
insistentemente a calma
que me cerca para ficar só
com a minha vontade

Tuesday, April 06, 2010

Happy Birthday to you




São já 5 anos de volta deste GAYCHOICE. Mas aconteça o que acontecer haverá sempre a gay choice.

Monday, January 25, 2010

Mais um capítulo do seguimento erótico

A casa branca onde entrámos era como um pequeno palacete onde duas estátuas do gigante Atlas suportavam, em vez dos céus, o segundo piso que era mais avançado. No interior já avistávamos algumas pessoas de um lado para o outro, mas o forte juntava-se no jardim das traseiras junto da piscina e no jardim.
Havia um pequeno bar junto da piscina com todo o tipo de bebidas e cocktails, haviam toalhas para que resolvia dar um mergulho, havia um dj a passar música mais junto da casa.
Brian juntou-se a mim e segredou-me meia dúzia de informações sobre as pessoas que estavam junto da piscina. Uns eram actores, empresários, estudantes haviam muitos, outros trabalhavam em bares, ou eram acompanhantes de luxo, havia de tudo um pouco.
Regra comum: todos tinham no olhar uma forte carga sexual pronta a explodir. A verdade é que eu ainda não me habituara à ideia de estar naquele lugar cheio de rapazes bonitos, pronto a entregar-me e a ser servido numa festa daquele tamanho. Estariam presentes talvez umas trinta pessoas.
Simon pôs o braço em cima do ombro e sugeriu que fôssemos pedir uma bebida para se entrar dentro do ambiente. Perguntei ao barman que cocktail ele me aconselhava. Ele não me disse o nome e serviu-me um copo cujo interior tinha algo de cor azul com um outro líquido de cor mais amarelada. Apenas tinha dito que gostava de bebidas doces. Simon disse-me que o conhecia e que era do tipo de pessoa que olha para os clientes e sabe o que deve servir-lhes. Dizem que querem algo forte, ou algo doce, ele topa o que servir e são raros os casos em que erra.
Ele não era feio, nem seria dos mais feios – na minha opinião – que estavam na festa. Era alto, não era musculado, nem tinha particular preocupação em ganhar músculos, cabelo castanho escuro espetado, olhar profundo. Olhava-me nos olhos de uma tal maneira que diante dele me sentia completamente nu. Calças brancas, camisa havaiana e colar de flores.
A bebida caiu-me bem e comecei a olhar para a festa de forma diferente: em vez de me sentir perturbado pela possibilidade de ver exposta a minha tesão, comecei a olhar para quem estava à minha volta a ver quais seriam as presas para o meu apetite e a começar a conhecer este e aquele. Simon conversava ainda com o barman, tenho em minha ideia que os dois tinham um interesse mútuo um pelo outro um pouco ocultado do resto das pessoas. Ficavam interessantes um para o outro. Eu olhava para eles a tentar imaginar os dois na cama.
- Então e vieste de onde?
Um rapaz dos seus vinte e poucos anos despertara-me o interesse e começámos a conversar com outras pessoas a meter-se pelo meio.
- Vim de Viena, onde tenho estado a viver, mas nasci na Itália. Os meus pais viajavam muito e nunca ficávamos muito tempo numa terra.
Disse lhe que trabalhava num jornal, cujo nome que lhe disse não me recordo, e estava agora de férias. Gostava de conhecer sítios que normalmente não eram os mais procurados.
- Espero que estejas a gostar.
- Sim, bastante. É uma cidade costeira relativa¬mente pequena mas tem um ambiente agradável.
- Nasceu de várias pessoas que ganharam dinheiro e resolveram criar uma estância de verão um pouco reservada de turistas de classes mais baixas.
Na verdade ainda naquela altura se notava que o forte dos habitantes eram pessoas de classes endinheiradas ou com fama e que queriam um lugar para elas sem grandes misturas.
Peter nascera ali perto e estava a estudar na Engenharia Industrial a cerca de quarenta quilómetros. A meio desta conversa para nos conhecermos levantou a sua perna direita para a pousar entre as minhas duas. Ainda me disse que já não morava com os pais e que estes o tinham posto fora de casa. Assim que se viu sozinho resolveu começar a trabalhar para pagar o resto dos estudos, e as despesas não eram assim tão pequenas. Contra a sua vontade inicial decidiu que a maneira mais fácil de conseguir dinheiro em pouco tempo seria através do negócio do sexo. Começou a vender-se pela internet, nunca se expôs numa rua, as¬sediando todas as pessoas que lhe pareciam ter algumas posses e se interessavam por pessoas um pouco novinhas. Funcionara, disse-me ele.
Puxei-lhe o queixo com a ponta dos dedos para junto do meu e apenas lhe segredei:
- E hoje trabalhas ou estás de folga?
- Hoje só trabalho para meu próprio prazer, a minha carteira pode esperar.
O brilho dos seus olhos não poderiam enganar. Queria divertir-se comigo e eu sentia-me bastante envergonhado.
- Queres vir um pouco à piscina?
- Claro.
Abandonei a camisa à beira de água. Procurava Simon com o olhar e percebia que ele metia conversa com o barman e discretamente tocavam as suas mãos.
Peter deu um mergulho e eu segui-o. No meio da água parou de pé e beijou-me. A minha mão deslizava pela sua anca e descobria um quinto membro endurecido. A sua ponta furava o fato de banho que não estava apertado. Presumi que de propósito... no meu fato de banho o meu pau assumia-se teso e pronto a ser mais excitado e as pontas dos dedos do rapaz no seu interior reforçavam esta ideia. Ele meteu-se debaixo de água e mamou-mo submerso deixando os meus sentidos completamente fora de órbita. Só pensava no estado em que sairia da piscina. Como iria ficar descontraído com aquele mastro levantado.
Os meus receios não eram de todo justificados pois assim que olhei para as pessoas à minha volta reparei que todos estavam tesos, ou em vias disso, apesar de ninguém se exibir abertamente. Nos bancos junto à piscina estava reclinado um gajo dos seus vinte e oito anos com os braços musculados cheios de tatuagens e as mãos deslizando por cima do seu pau que deixava perceber que estava excitado. Um outro rapaz mais novo respondia-lhe fazendo o mesmo. O dos membros tatuados reparou que eu o olhava e passou com o polegar pelos lábios carnudos. Eu chamei a atenção de Peter para o outro. O quarto rapaz mostrou também interesse. Este notava-se perfeitamente que a ideia lhe agradou pois debaixo dos seus speedos viu-se que ficou mais que excitado. Via-se o seu membro comprido. Esforçar-se por sair para fora do tecido de licra. O gajo das tatuagens ao notar a excitação virou-se na espreguiçadeira metendo as bordas dos speedos maus para o interior das nádegas, como se as estivesse a expor ao sol.. O rapaz que o olhava mexia agora abertamente no mastro, esforçando-se por o manter dentro do fato de banho.
Pela minha parte não conseguia resistir a que o meu estivesse solto pela água e era acariciado por Peter e por mim. Encostei-me à borda da piscina com Peter atrás e fui observando os outros dois, ambos estavam tesos e quis-me parecer que o rapaz dos speedos começava a ficar húmido. O das tatuagens metia agora óleo pelo corpo, exibindo os seus físico atlético, as tatuagens e o pau entesado, assim como as nádegas redondinhas e prontas a serem separadas por alguém. Ele virou-se de costas para mim e meteu um pouco de óleo nas mãos e curvou o tronco para espalhá-lo pelas pernas e apontava o traseiro de forma provocante ao meu rosto. Chegou mesmo a passar com a mão, estando nessa posição, pelo sítio onde estaria o seu ânus. Pegou no seu boné e afastou-se em direcção à casa.
O rapaz dos speedos também olhou com agrado para o espalhar do óleo. Se já estava entusiasmado não conseguiu disfarçar o seu interesse levantando-se logo ao seguir a ele ter entrado na casa. Eu, logo a seguir fiz exactamente a mesma coisa na companhia de Peter. Pouco me importava que olhassem para o meu pau excitado. Que o desejasse, que o quisessem comer, o que queria era mesmo esse desejo. Por pouco um dos meus tomates saía pelo fato de banho fora e ficava exposto, mas consegui tapar a custo, levando a camisa em cima do ombro, reforçando a ideia de que estava pronto a comer.
O meu acompanhante encaminhou-me para o sítio onde estavam os outros dois a conversar. Chegámos perto deles sem saber bem o que dizer.
- Tudo bem?
Foi o que me saíu. Eles responderam e puxaram a conversa para o que nos unia aos três ali naquele espaço. Sexo.
Em pouca troca de palavras fiquei a saber que o dos speedos se chamava Juan e o das tatuagens Derek. Derrek sugeriu que nos afastássemos um pouco da festa e fôssemos para a praia privada da casa. Segundo me disseram tinham um pequeno cais que era um lugar recatado para a nossa aventura. Aceitámos todos o convite e fomos então, com Juan entre mim e Peter com os braços em cima dos nossos ombros e Derek a meu lado com a mão direita à volta da minha cintura.
Quando chegámos Derek despiu-se e tirou a roupa, ou o que dela restava, a cada um de nós. Estávamos já todos entusiasmados, os nossos pénis apontavam todos para Derek que já estava ajoelhado e juntou a sua boca a Juan. Eu beijava Juan e Peter.
Derek era um americano de gema, lourinho, cabelo à escovinha, pele pouco bronzeada mas não clara. Pau não muito grande mas uma boca fenomenal, tanto para mamar como para beijar.
Juan era mexicano. Cabelos pretos e olhos claros de cor difícil de dizer, parecia que mudavam constantemente de cor. O seu corpo era definido, não tinha um porte musculoso mas notava-se que era jovem e não queria mais músculos do que os que tinha agora. O seu pau era bem comprido, circuncidado pronto para se alçar às bordas internas das nádegas, o que se adequava ao seu sorriso malandro de sexboy, sempre ponto a ter tesão para dar e vender.
A boca de Derek parecia uma almofada acolhedora para a nossa tesão. O seu buraco oral aspirava e desejava como quem beija. A sua língua passava pelo buraquinho que se abria na cabeça do pénis como o faria ao buraco do ânus para o abrir.
O pénis de Peter reclamava atenção e Derek deu-lha passando-lhe a mão enquanto dava mais uma mamadela no pénis de Juan antes de nesse pénis se ferrar com toda a pujança. Peter passava a mão pelo meu peito e beliscava-me um dos mamilos enquanto que Juan lambia o outro. Por vezes os seus dentes juntava-se um pouco para me dar aquela sensação de mistura de prazer com dor e que nunca consegui muito bem resolver o que é ao certo. De qualquer maneira adoro essa sensação... Não sei quanto tempo esteve de volta dele, mas senti que também o mamilo ganhava uma tusa própria. Nos entretanto Derek chupava o meu quinto membro entretento-se com prepúcio, por eu não ser circuncidado, dando uns beliscões pequenos com os dentes que davam a mesma sensação de prazer da junção dos dentes pelo Juan um pouco mais acima. A minha mão passava terna¬mente pela cabeça do porto-riquenho mantendo-o bem junto ao meu corpo e a mão de Peter ainda me passava pelo ânus a estimular os músculos dos esfícteres.
Juan levantou um pouco a cabeça fechando os olhos e abrindo a boca com as sensações que Derek lhe oferecia. Ele como um servente de qualidade não deixava de ir atendendo os clientes que tinha passando com as mãos pelos paus masturbando-os mais um pouco ou pela base do pénis a massajar um pouco a zona. Juan empurrou a minha cabeça para baixo enquanto abria mais as pernas e ao mesmo tempo que Derek lhe mamava o pau, eu lhe mamava o ânus. A ponta da minha língua passava por aquele buraquinho como se estivesse a tocar num ponto quente, muito levemente e logo a seguir uma grande lambidela da base do pau até mais acima do big hole. Os meus dentes também eram usados para lhe excitar tudo aquilo.
A este momento já Derek se achava de gatas com Peter a mamar-lhe o ânus e a preparar-se para lhe oferecer uma penetração.
Eu cuspia no ânus de Juan para lubrificar e também para com o impacto da cuspidela dar-lhe sensações de prazer. O buraco ia abrindo e fechando num compasso de caminho a um futuro orgasmo. Até mesmo a minha língua se não cansava de trabalhar e de meter-se por onde podia meter e tocar com a suavidade de uma longa lambidela ou com a provocação de umas cócegas de toques rápidos. A cada cuspidela mais aberto ele ficava e mais provocante me parecia toda aquela imagem que olhava de baixo. Por vezes passava a mão pelo pénis de Derek que estava bem teso e via-o já a ser penetrado por Peter. Juan parecia querer chorar com o que nós dois lhe fazíamos.
Com o passar do tempo a tentação revelou-se incapaz de ser combatida e ergui a minha arma ao punho para a fazer entrar no ânus deste latino que cada vez mais o tentava abrir afastando as nádegas. Depois de uma primeira entrada deixei que o meu pau visse todo o espaço que tinha no interior antes de roçar por todas aquelas paredes musculosas cheias de nervos ligados ao prazer. Tirei-o para fora e voltei a penetrar e voltei a tirar. Como longas investidas de uma espada no ventre de um inimigo. O seu ânus acolhia cada investida minha com uma mistura de quente acolhedor e força em apertar a entrada e lhe dificultar a entrada. Eu ardia cada vez mais com tudo aquilo e as investidas não perdiam a intensidade mas são saía daquela casa tanta vez e buscava o interior mais profundo.
Como me era possível ainda o agarrar pelo corpo beliscava os mamilos e o chegava a elevar pelos ombros. Derek não se cansava de mamar aquele pau com a sua boquinha apertando-se e sugado a glande vermelha do sangue da tesão que Juan sentia.
Derek propôs que eu me sentasse com o Peter à minha frente de forma a os nossos mastros poderem ser juntos numa mesma mão. Peter e eu voltámos a beijar-nos e Juan batia-nos ao mesmo tempo. O gajo das tatuagens afastou-nos aos dois e beijou violenta-mente cada um de nós antes de se pôr no meio e fazer entrar as duas vergas no seu interior. Sentir aquele prostituto em dia de folga junto a mim e de um outro a fazer-se penetrar por nós dois foi indescritível, uma espécie de Olimpo de prazer.
Juan também se juntou à festa a ser mamado pelo gajo que figurava no meio da cena. O escorpião que Derek tinha tatuado na virilha apontava para um mastro bem teso que, feito caixinha de dar e receber tesão, a guardava naquele apêndice bem feitinho toda a potência do acto que juntávamos naquela cena.
No que me toca fechava os olhos e sentia que mil estrelas se pegavam á minha pele queimando-me cada terminal nervoso. A fúria da pujança das investidas do nosso centro de mesa eram cada vez mais provocantes e eu disposto a ceder da minha força masculina para lhe dar tudo o que quisesse. Havia muitos minutos que durara a minha vida até então, mas aqueles pareceram-me dos mais intensos. Tinha diante de mim um leão e um jaguar a pedirem prazer.
As minhas forças eram todas testosterona feita e injectada no meu pau com a potência de um cavaleiro em luta pela amada. Não havia paixão, mas um sentimento da maior pujança carnal a elevar-nos pelas escadas celestiais até aos píncaros do possível de sentir. Maior intensidade não sentíamos porque se tal nos acontecesse talvez morressemos de algo que o nosso cérebro não podia processar e os nossos canhões investir. A dureza do meu era um diamante diante de uma estátua erecta que passavam pelo canal de constrição.
Peter estava quase a vir-se e Derek saíu de cima dele e Juan ofereceu-lhe o seu cu para que se viesse nele. E Derek me oferecia a sua boca para continuar o serviço de folia oral. Todo o vinho em que se convertia o meu suor aumentava a tesão e a embriaguez do meu espírito pronto a deixar esta face terrena e visitar uma outra mais vertiginosa. Peter veio-se como eu cuspira para aquele buraco que se abria e fechava de contentamento pelo que lhe faziam. Depois de Peter fui eu a vir-me na cara de Derek que não se fez rogado para fazer roçar o seu pénis nas nádegas húmidas de Juan e ele mesmo molhadinho do sémen de Peter se vir. Por fim por todos levantámos Juan pelos braços e metíamos os dedos no cú e o masturbávamos até ele chegar ao orgasmo.

A lembrar mais um aniversário


A verdade é que assim como eu escrevo e gosto que as pessoas comentem o que escrevo (o bem e o mal) assim também me sinto na obrigação de lembrar outras pessoas no dia do seu aniversário. Tal como aconteceu com Al Berto, coloco agora um post it com o aniversário de Virginia Woolf, nascida a 25 de Jaaneiro de 1882 em Londre e morre a 28 de Março de 1941 suicidando-se no rio Ouse. Entre as várias obras que poderia escolher dela seleccionei a sua carta de despedida:
"Querido,
Tenho certeza de estar a ficar novamente louca. Sinto que não vamos conseguir passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não me consigo concentrar. Portanto, estou a fazer o que me parece ser o melhor a fazer-se. Deste-me muitas possibilidades de ser feliz. Estiveste presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não consigo mais lutar. Sei que estou a tirar um peso das tuas costas, pois, sem mim, poderás trabalhar. E vais, eu sei. Repara, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que é a ti que eu devo toda minha felicidade. Foste bom para mim, como ninguém poderia ter sido. Eu queria dizer isto - todos sabem. Se alguém me pudesse salvar, esse alguém serias tu. Tudo se foi para mim mas o que ficará é a certeza da tua bondade, sem igual. Não posso atrapalhar tua vida. Não mais. Não acredito que duas pessoas podessem ter sido tão felizes quanto nós o fomos.V."