ela ali está. sentada no canto do bar. desde que abrira que a rapariga entrou e sentou-se nessa mesa. o seu porte enche completamente aquela zona do bar e ninguém ousa aproximar-se dela. o seu olhar parece que fere, como se garras acutilantes se cravassem no nosso peito.
volto na noite seguinte ao mesmo bar e encontro a mesma rapariga sentada no mesmo lugar com o mesmo porte. sempe ela... em cima da mesa tem a sua garrafa de bebida, sempre a mesma, que vai despejando ao longo da noite. parece que não tem nada para fazer que não seja vir para ali sentar-se e mandar um olhar meio discreto para o bar. como sempre, ela veste preto. não preto de cerimónia mas preto fúnebre. entre os meus amigos ela é conhecida simplesmente como "a viúva", mas ficamo-nos por aí. tentamos inventar histórias acerca dela mas todas nos parecem muito improváveis de acontecer. dizemos na brincadeira que vem para ali tentar encontrar alguém que vá com ela para a cama, dizemos que a sua casa é um bordel, que tem as cortinas vermelhas e a colcha da cama preta. que por debaixo do fato que tem se encontram umas ligas que mostra no mais escondido dos seus recantos. nada sabemos acerca dela.
observo-a. como sempre está sozinha e não procura ninguém no bar. o vestido que tráz faz-se acompanhar de um pequeno chapéu com uma renda ambos da cor preta. o vestido, apesar de muito simples deixa antever que de corpo até será uma mulher interessante mas estes pensamentos não me incomodam demais, procuro descobrir quem é a viúva. já perguntei ao barman se sabia quem era a dita pessoa e porque vinha sempre ali e não fazia nada mais que beber uma garrafa. ele respondera-me que não sabia.
observo a forma como ela pega suavemente no copo e o leva delicadamente aos lábios sem que qualquer expressão a perturbe. aliás a sua pose pouco se faz acompanhar de tristeza ou alegria. o seu rosto é tão inexpressivo que me perturba profundamente.
decido-me a ir ter com ela. assim que repara em mim pousa o seu copo e diz-me um simples "boa noite". eu retribuo a saudação perguntando-lhe de seguida se se importava que me sentasse com ela. ela diz-me que para ela era igual. durante a noite conversamos sobre coisas banais e pergunto-lhe no meio de tudo isso quem era ela e porque vinha àquele bar sempre sozinha. ela diz-me que era para lembrar o seu marido. para estar sempre com o seu amado, com os seus fantasmas. ela diz-me que gostava muito dele e pergunto-lhe se queria desabafar alguma coisa...
- eu recordo-me como se fosse hoje...
sempre que vínhamos a este bar era uma alegria enorme estarmos com os nossos amigos e com os amigos das outras pessoas. não era invulgar, não fosse o facto de que era também neste espaço que cada um de nós curtia com um estranho. nenhum de nós achava estranho; aliás haviam apostas à mesa a ver quem ía com quem. um dia parece que apareceu uma estranha doença a um dos nossos amigos; os médicos não sabiam o que era, julgavam que era s.i.d.a. mas a verdade é que era uma doença completamente nova. esse amigo nosso morreu e nenhum de nós quis ir ao funeral a não ser eu, sentiam-se estranhos com a história da doença. pouco tempo depois começaram todos os meus amigos a morrer. a última pessoa foi o meu marido. foi uma situação tão estranha que não consigo descrever; parecia que uma maldição se havia instalado no nosso grupo e as pessoas foram morrendo de forma estranha. por fim eu fiquei sozinha, chorei muito. chorei até que não tivesse mais lágrimas para chorar e depois sequei. não derramei uma lágrima no funeral do meu marido, nessa altura já estava completamente sozinha e de nada ele morto me serviria. várias pessoas que conheciam o meu marido olharam-me com reprovação por eu nada chorar durante o velério ou mesmo no funeral, queriam ver-me a chorar e nunca lhes dei esse prazer. por fim começaram a surgir rumores de que eu o tinha morto para ficar com os bens; as coisas do costume e eu chorei fechei-me. quando voltei a este bar as coisas tinham mudado completamente, os empregados não eram os mesmos, as pessoas que frequentavam o sítio não eram as mesmas. chorei muito por dentro. mas assim que me sentei aqui parece que comecei a sentir os meus fantasmas amigos a virem ter comigo e a termos as nossas noites de loucura sem que saia desta cadeira. uma pessoa amiga deu-me uns comprimidos para que continuasse a vê-los cá e é isso o que faço aqui.
- nunca imaginei que as coisas fossem assim. eu e os meus amigos inventávamos na brincadeira algumas histórias mas ao olharmos para ti percebíamos que eram todas mentira.
- enquanto eles eram vivos eu e eles fizémos muitas maluqueiras que vocês nem sequer imaginam, mas as coisas mudaram e eu estou completamente sozinha. posso ter os meus fantasmas a virem visitar-me mas vou voltar sempre sozinho para casa.
- terás de ter força.
- eu sei. ainda me lembro...
a primeira vez que aqui viémos já trazíamos uma piela enorme. estávamos todos felizes e o bar tinha aberto há poucos meses. entrámos e ocupámos esta mesma mesa que haveríamos de ocupar nas vezes seguintes e que ainda hoje ocupo. nessa noite um dos meus amigos atira-me para cima de um dos clientes e eu deixo-me ir. o rapaz apanha-me e eu peço-lhe desculpas pelo incómodo. ele disse que não tinha importância. vou até à casa de banho e apercebo-me que não tiro os ohlos desse rapaz. ele resolve vir ter comigo e beijamo-nos à entrada das casas de banho. quando venho ter com os meus amigos o J. puxa-me à parte e disse-me que não gostara que eu tivesse curtido com ele; disse-lhe que nada de mais tinha feito mas ele diz que se sentira incomodado. perguntei-lhe porquê e ele disse-me apenas: "isto é o porquê" e mostrou-me uma caixa com um anel que fiquei a saber que naquela noite iria pedir-me em casamento. a caixa cai no chão e quando a apanho o J. dirige-se já para a saída. eu não o consigo deter e acaba por se ir embora. nessa noite fiquei ainda no bar pensando em tudo aquilo até que todo o grupo de fosse embora e me levassem a casa.
no dia seguinte eu vou falar com ele pedindo-lhe desculpas. ele faz o mesmo e choramos os dois juntos como se não houvesse mais amanhã.
ele pede-me em casamento e fazemos um acordo: as noites de saída com o grupo do costume são sempre para a loucura; nunca deixaremos que a fantasia de uma amante invada a nossa relação.
as coisas correram sempre bem e cada um de nós teve as suas oportunidades que as aproveitou da forma mais correcta possível.
- a vossa relação era um pouco estranha...
- a relação com os nossos amigos mais próxima era muito estranha. se pudéssemos nós os cinco casávamo-nos todos uns com os outros e éramos uma grande família. ainda me lembro...
um dia fizémos uma festa em casa do L. em que estávamos os cinco. depois de um jantar feito por mim sentamo-nos a conversar e a certo momento sinto-me completamente apaixonada pelos olhos da S. e digo-lho. ela não se incomoda nada com isso e dá-me um valente beijo. o L. ainda reclamou que aquela casa era uma casa de respeito mas ela levanta-se e beija-o também. eu levanto-me do sofá e ponho-me em cima do J. e do R. eles os dois acabam por se beijar e ficamos a sentir que aquele grupo é um grupo muito estranho, que não devem existir pessoas com um tal à-vontade como o nosso. beijo o J. longamente e acabo por lhe tirar a ti-shirt. a S. aproxima-se e também o acaricia. os dois rapazes que restam olham-nos, apreciando. a dado momento um deles, não recordo bem qual beija o outro e começam os dois a curtir. olhamo-los a sorrir e comentamos que para quem estava com ciúmes...
a S. propõe que todos tiremos as roupas e fiquemos ali a dar largas à nossa imaginação. na altura éramos bastante novos e podíamos fazer este tipo de coisas que não nos metiam confusão nenhuma. os pais do L. estavam fora e só daí a uma semana voltariam. o J. foi o primeiro a despir-se completamente e acabámos por nos excitar como seria de esperar. as voltas que demos... acho que nessa noite toda a gente teve sexo com toda a gente, mas isso era uma coisa nossa, um segredo que não revelaríamos a ninguém.
- agora que todos eles estão morto... para que me resta manter o segredo?
a verdade é que me senti incomodado com aquela história e não conseguia acreditar que fosse verdade, mas ela sossegou-me dizendo que compreendia a minha confusão. ao que parece eles também se sentiram um pouco confusos depois de aquilo tudo ter acontecido... houve algumas zangas e disputas mas todos se reconciliaram.
- percebo agora que quando vens aqui estás a fazer mais que só a beber, estás a viver tudo isso de novo na tua cabeça.
- sim...
- acho que gostaria de ter vivido nesse teu mundo, mas o meu é banal demais para que uma coisa assim tão invulgar aconteça. eu passo dias inteiros a trabalhar e a estudar, não tenho procurado muito estar com os meus amigos, eles é que me arrancam de casa antes que vire louco, mas a verdade é que a nossa amizade ao pé da vossa parece minúscula
- é engraçado que não reajas com nojo à história. ou estás a tentar engatar-me?
- não, a verdade é que fiquei surpreendido por haver coisas assim, não vou dizer que sinto nojo.
neste momento apercebi-me que ela era afinal muito bonita, que poderia desejar estar com ela, mas que ao mesmo tempo o seu mundo era muito diferente do meu e que nada demais poderia acontecer que esta conversa.
- então e o que vos fez aproximare-me tanto?
houve um dia em que um amigo meu disse que queria conhecer uma determinada rapariga que andava a curtir com um outro gajo. segundo o meu amigo E. essa rapariga não estava apaixonada pelo gajo mas a verdade é que ele parecia estar caídinho por ela. um dia cruzo-me com a gaja e meto conversa com ela nos corredores do liceu. ela diz-me que não está apaixonada e que mão vai ficar apaixonada por nenhum rapaz daquele liceu. eu pressenti que ela se fosse enganar. uns dias depois acabo por apresentar a S. ao E. e ele começa logo a fazer-se a ela. digo-lhe para ter calma mas a verdade é que ele não tinha calma o suficiente para conseguir convencê-la a ir para a cama com ele.
passam-se uns dias e ela disse-me que ia dar uma festa em sua casa se não queria ir. por essa altura eu e ela eramos já boas amigas e ela havia-me desculpado a cena do E. eu acabo por aceitar o convite e na noite seguinte lá vou ter a casa dela. poucas pessoas estão na festa, apenas os amigos mais chegados. porém, eram umas três da manhã o L. com quem tinha tido umas conversas fixes pergunta-me se não gostaria de foder com ele. a verdade é que poderia ter recusado como boa menina que era mas resolvi aceitar.
naquele quarto fizémos de tudo. quando acabámos a S. está à entrada do quarto a olhar furiosa para o L. e para mim. "como é que pudeste?" seguiu-se uma daquelas discussões habituais entre teenagers mas eu resolvi amansar um pouco as coisas dizendo-lhe que eu não quereria ter nada com o L. nessa altura nós os dois não sabíamos que ela tinha uma paixão secreta por um rapaz que andava na universidade e que era este L. abraço com força a S. pedindo que me desculpasse por todo o mal que lhe tinha feito mas não fora por mal.
reconciliamo-nos e começamos os três a dar-nos muito bem. entretanto vem para o nosso liceu um rapazito muito bonito, mas que muita gente o achava gay. a verdade é que eu calhei a cruzar-me com ele no corredor e ele perguntou-me onde era a sala 307. digo onde é e passados uns tempos ele vem ter comigo a a gradecer e fazemo-nos grandes amigos. apresento-o ao L. e à S. que nessa altura ainda namoravam, assim como ao J. que era um amigo do L. quando o R. conhece o J. fica completamente caídinho por ele e percebemos logo que ele gostava mesmo de gajos mas isso não nos incoodava.
o tempo foi passando e a verdade é que o R. conseguiu curtir com o J. não se seguiu nada mas ficaram numa boa. o grupo foi-se unindo cada vez mais...
- para além de compreender a tua dor, neste momento quase a consigo sentir. é que mais que um marido perdeste toda uma família em pouco tempo.
- eu sei que é estranho, mas é mesmo isso...
levanto-me e despeço-me dela. pago a minha conta e saio do bar. aquela mulher vestida de preto abriu as suas memórias para mim sem que nada lhe pedisse em troca e ela disse-me tudo o que queria saber e até o que não queria. percebi nesse momento que a nossa vida está cheia de fantasmas que só alguns conseguem escutar. os outros... os outros têm as suas coisas, a sua vida, os seus afazeres.
Monday, June 12, 2006
Sunday, June 11, 2006
chego a casa no fim de um dia de trabalho e nada mais tenho a fazer que o jantar e arranjar um filme para ver. à porta de entrada reparo na figura em que estou, os meus braços carregando sacos de compras de um hipermercado. comprei apenas as coisas que precisava e mais algumas que podem vir sempre a dar jeito.
pouso o monte de sacos em cima da mesa da cozinha e arrumo as coisas. tralhas de coisas que se vão gastar em três tempos. bem que poderiamos morrer na nossa gula...
ponho uma panela com água e sal no fogão e encosto-me à janela da cozinha e olho para o horizonte. sem que me aperceba um carro pára em frente ao prédio onde moro. não olho para o carro senão quando saem dele uma rapariga bastante bonita e dois gajos lindos em tronco nu. só agora me lembro do calor que faz e de como ficaram as minhas mãos de ter vindo do hipermercado a pé. sinto o cansaço a apoderar-se de mim e ao mesmo tempo uma enorme excitação pela visão daqueles dois pães lá fora. invejo aquela rapariga; eu é que deveria lá estar e não ela...
por fim resolvo-me a fechar a janela com toda a raiva que tenho e seguir a minha vida normalmente como estava antes de começar a olhar pela janela.
fecho a janela do meu quarto. há dois dias que não dizes nada. ligaste-me do aeroporto mas mais nada. cai-me uma lágrima que rebola até ao chão. o meu desespero atinge o limiar enquanto o telefone não toca. bem sei que tens muito que fazer, mas... imagino-te a seres perseguido por uma tentação e... bem sabes que sou mto desconfiado e ciumento, nunca to escondi.
desde que começámos esta relação que tenho ficado completamente psicótico. a minha obseção para que não arranjes um amante ou ainda pior uma amante... sempre que vamos a uma discoteca tenho de virar os olhos porque parece que conheces toda a gente e toda aquela gente é bonita...
deito-me na cama pensando nos meus tempos em que não namorava e não me perdia a pensar na pessoa que me ia trair. arranco do meu corpo os boxeres que tenho vestidos e atiro-os para a porta do quarto. sinto a escuridão do quarto insuflar pelos meus poros e encher-me de vigor másculo. masturbo-me à força toda e venho-me com um gemido de sofrimento. no momento seguintes estou a chorar na almofada... porque estás ausente...
todas as noites que saio de casa tenho sempre o mesmo pensamento. vai ser hoje que vou sair daquele restaurante; estou farto dos meus patrões. estou farto de todas as coisas que me dizem e da forma como me tratam abaixo de cão. sempre tentei fazer o meu melhor mas parece que isso não é suficiente e bem sim bem não tenho algumas discussões acesas com as pessoas que me dão o ordenado ao fim do mês.
farto-me de trabalhar e noto todos os meses a diminuir-me as horas que fiz no mês anterior. todas as noites que saio de casa penso que este mês vai ser o último e não consigo. estou tão habituado a viver assim que não quero mudar.
porque é que nunca estamos bem???
sempre que saio do trabalho pergunto-me porque não me despedi. todas as noites sinto a mesma frustração. sempre assim, sempre na mesma, com vontade de mudar mas sem forças para isso...
pouso o monte de sacos em cima da mesa da cozinha e arrumo as coisas. tralhas de coisas que se vão gastar em três tempos. bem que poderiamos morrer na nossa gula...
ponho uma panela com água e sal no fogão e encosto-me à janela da cozinha e olho para o horizonte. sem que me aperceba um carro pára em frente ao prédio onde moro. não olho para o carro senão quando saem dele uma rapariga bastante bonita e dois gajos lindos em tronco nu. só agora me lembro do calor que faz e de como ficaram as minhas mãos de ter vindo do hipermercado a pé. sinto o cansaço a apoderar-se de mim e ao mesmo tempo uma enorme excitação pela visão daqueles dois pães lá fora. invejo aquela rapariga; eu é que deveria lá estar e não ela...
por fim resolvo-me a fechar a janela com toda a raiva que tenho e seguir a minha vida normalmente como estava antes de começar a olhar pela janela.
fecho a janela do meu quarto. há dois dias que não dizes nada. ligaste-me do aeroporto mas mais nada. cai-me uma lágrima que rebola até ao chão. o meu desespero atinge o limiar enquanto o telefone não toca. bem sei que tens muito que fazer, mas... imagino-te a seres perseguido por uma tentação e... bem sabes que sou mto desconfiado e ciumento, nunca to escondi.
desde que começámos esta relação que tenho ficado completamente psicótico. a minha obseção para que não arranjes um amante ou ainda pior uma amante... sempre que vamos a uma discoteca tenho de virar os olhos porque parece que conheces toda a gente e toda aquela gente é bonita...
deito-me na cama pensando nos meus tempos em que não namorava e não me perdia a pensar na pessoa que me ia trair. arranco do meu corpo os boxeres que tenho vestidos e atiro-os para a porta do quarto. sinto a escuridão do quarto insuflar pelos meus poros e encher-me de vigor másculo. masturbo-me à força toda e venho-me com um gemido de sofrimento. no momento seguintes estou a chorar na almofada... porque estás ausente...
todas as noites que saio de casa tenho sempre o mesmo pensamento. vai ser hoje que vou sair daquele restaurante; estou farto dos meus patrões. estou farto de todas as coisas que me dizem e da forma como me tratam abaixo de cão. sempre tentei fazer o meu melhor mas parece que isso não é suficiente e bem sim bem não tenho algumas discussões acesas com as pessoas que me dão o ordenado ao fim do mês.
farto-me de trabalhar e noto todos os meses a diminuir-me as horas que fiz no mês anterior. todas as noites que saio de casa penso que este mês vai ser o último e não consigo. estou tão habituado a viver assim que não quero mudar.
porque é que nunca estamos bem???
sempre que saio do trabalho pergunto-me porque não me despedi. todas as noites sinto a mesma frustração. sempre assim, sempre na mesma, com vontade de mudar mas sem forças para isso...
Thursday, June 01, 2006
ocorre-me a ideia de ligar o computador e ver quem anda on-line. esta tarde está calor demais para estudar e não me apetece. enquanto de liga tiro as roupas e coloco-as em cima da cama. fico completamente nu em frente ao pc procurando engatar alguém com quem passar um tempo.
olho profiles de certos sites tentando ver quem anda perto e é fisicamente interessante. excito-me enquanto lá fora o calor continua a fazer-se sentir e a minha pele sua.
passo as mãos pelo peito e aperto os meus mamilos. imagino um daqueles gajos a lambermos e enquanto isso vasculho desesperadamente por alguém. ahhhhhh!!! porque é que os gajos mais interessantes são tão difíceis e as putas são demasiado fáceis?
acabo de sair da discoteca do costume e um gajo de carro passa por mim. não consigo resistir-lhe. ele pergunta se não quero ir com ele e eu faço-me logo ao piso. assim que arrancamos ele diz-me que éra casado até há pouco tempo mas que se divorciou e não procura agora uma pessoa para namorar, o que achei estranho e ele disse-me que já andava farto de estar casado.
ele leva-me por uma rua bastante escura onde sei que vão para lá pessoas de carro acompanhadas "bater umas". ele pára o carro e encosta-se à porta do quarto e olha-me de cima a baixo. levo a minha não às suas coxas e desliza depois até ao seu pénis que sentia começar a encher-se de tusa.
Depois de termos sido rápidos o suficiente ele arranca a toda a velocidade e deixa-me a uns cem metros de casa. assim que entro ponho-me no chuveiro e procuro esquecer o que se passou; não foi mau, não foi bom... teve o seu quê. melhores virão.
arrumo as minhas roupas e abro a minha mala de cosméticos. é noite. faz-se tarde... a tanga já está vestida e o resto do fato vai a caminho. a vida d artista tem a sua complicação. esta noite é o aniversário de um dos patrões da casa, por isso terei de fazer um espectáculo especial.
eis que chega a minha maquilhadora pessoal, quem trabalha bem tem dests regalias. de qualquer modo ela chega e refila por ainda não estar completamente vestido. "queres causar má impressão, logo hoje?" ao que respondo: "não me importava" mas ela percebe que estou na brincadeira e temos uma discussão simulada. a verdadew é que por detrás do palco muita coisa acontece...
depois de me ter ajudado a vestir, pega na sua maleta de trabalho e em algumas das minhas coisas. mistura os ingredientes como se de um alquimista se tratasse e pinta-me da ponta dos cabelos à ponta dos pés. não esquece nada.
hoje sou de branco. os meus olhos têm o reflexo do gelo e a minha boca parece que é a de um morto. o fato é também ele branco muito discreto mas por todo o corpo encontram-se sinais de uma estranha escrita; o meu numero será muito místico hoje. nada daquelas coisas que habitualmente costumo fazer, tipo marinheiros ou tropas. hoje o meu caminho é o tribal. a minha música de entrada faz-se ouvir e o meu corpo desliza para o palco como se para a forca fosse. as luzes estão sobre mim e o meu corpo ondula. não sei mais do que se tem andado a passar comigo nem das discussões intensas que tenho tido com os meus pais. o que importa é fazer as coisas bem feitas.
abro os olhos para a esquina da minha vida. durante anos passei por aqui e hoje sinto que esse tempo já passou há muito. durante noites percorri e esperei. sempre fui profissional, nunca deixando nenhum cliente insatisfeito. é verdade que quando comecei esta vida não a queria por nada; mas uma pessoa habitua-se. hoje sinto que envelheci demais. sinto que todas as roupas que comprei para trabalhar, algumas que me custaram balúrdios, não vão mais sair do armário; que o seu tempo já passou e que o dinheiro nelas gasto fora uma péssima ideia. mas agora é tarde para lamentar; nunca soube fazer outra coisa da vida e, pelo menos, da noite tenho tudo a meus pés.
sempre me trataram com respeito, ou não fosse eu quem sou.
de qualquer forma a noite continua sem mim. noites houve em que me chamavam para os lugares mais importantes para fazer recepção dos clientes e chamar mais gente a entrar. sempre me pagaram bem, nunca me senti injustiçada, também...
agora na noite ninguém me chama. poucos clientes me vêm parar às mãos... envelheci, não adianta tentar esconder; o meu tempo acabou e so me resta pegar em contactos que tenho para terminar a fazer algo que me dê que comer.
olho profiles de certos sites tentando ver quem anda perto e é fisicamente interessante. excito-me enquanto lá fora o calor continua a fazer-se sentir e a minha pele sua.
passo as mãos pelo peito e aperto os meus mamilos. imagino um daqueles gajos a lambermos e enquanto isso vasculho desesperadamente por alguém. ahhhhhh!!! porque é que os gajos mais interessantes são tão difíceis e as putas são demasiado fáceis?
acabo de sair da discoteca do costume e um gajo de carro passa por mim. não consigo resistir-lhe. ele pergunta se não quero ir com ele e eu faço-me logo ao piso. assim que arrancamos ele diz-me que éra casado até há pouco tempo mas que se divorciou e não procura agora uma pessoa para namorar, o que achei estranho e ele disse-me que já andava farto de estar casado.
ele leva-me por uma rua bastante escura onde sei que vão para lá pessoas de carro acompanhadas "bater umas". ele pára o carro e encosta-se à porta do quarto e olha-me de cima a baixo. levo a minha não às suas coxas e desliza depois até ao seu pénis que sentia começar a encher-se de tusa.
Depois de termos sido rápidos o suficiente ele arranca a toda a velocidade e deixa-me a uns cem metros de casa. assim que entro ponho-me no chuveiro e procuro esquecer o que se passou; não foi mau, não foi bom... teve o seu quê. melhores virão.
arrumo as minhas roupas e abro a minha mala de cosméticos. é noite. faz-se tarde... a tanga já está vestida e o resto do fato vai a caminho. a vida d artista tem a sua complicação. esta noite é o aniversário de um dos patrões da casa, por isso terei de fazer um espectáculo especial.
eis que chega a minha maquilhadora pessoal, quem trabalha bem tem dests regalias. de qualquer modo ela chega e refila por ainda não estar completamente vestido. "queres causar má impressão, logo hoje?" ao que respondo: "não me importava" mas ela percebe que estou na brincadeira e temos uma discussão simulada. a verdadew é que por detrás do palco muita coisa acontece...
depois de me ter ajudado a vestir, pega na sua maleta de trabalho e em algumas das minhas coisas. mistura os ingredientes como se de um alquimista se tratasse e pinta-me da ponta dos cabelos à ponta dos pés. não esquece nada.
hoje sou de branco. os meus olhos têm o reflexo do gelo e a minha boca parece que é a de um morto. o fato é também ele branco muito discreto mas por todo o corpo encontram-se sinais de uma estranha escrita; o meu numero será muito místico hoje. nada daquelas coisas que habitualmente costumo fazer, tipo marinheiros ou tropas. hoje o meu caminho é o tribal. a minha música de entrada faz-se ouvir e o meu corpo desliza para o palco como se para a forca fosse. as luzes estão sobre mim e o meu corpo ondula. não sei mais do que se tem andado a passar comigo nem das discussões intensas que tenho tido com os meus pais. o que importa é fazer as coisas bem feitas.
abro os olhos para a esquina da minha vida. durante anos passei por aqui e hoje sinto que esse tempo já passou há muito. durante noites percorri e esperei. sempre fui profissional, nunca deixando nenhum cliente insatisfeito. é verdade que quando comecei esta vida não a queria por nada; mas uma pessoa habitua-se. hoje sinto que envelheci demais. sinto que todas as roupas que comprei para trabalhar, algumas que me custaram balúrdios, não vão mais sair do armário; que o seu tempo já passou e que o dinheiro nelas gasto fora uma péssima ideia. mas agora é tarde para lamentar; nunca soube fazer outra coisa da vida e, pelo menos, da noite tenho tudo a meus pés.
sempre me trataram com respeito, ou não fosse eu quem sou.
de qualquer forma a noite continua sem mim. noites houve em que me chamavam para os lugares mais importantes para fazer recepção dos clientes e chamar mais gente a entrar. sempre me pagaram bem, nunca me senti injustiçada, também...
agora na noite ninguém me chama. poucos clientes me vêm parar às mãos... envelheci, não adianta tentar esconder; o meu tempo acabou e so me resta pegar em contactos que tenho para terminar a fazer algo que me dê que comer.
Wednesday, May 31, 2006
a boca boca seca enquanto os meus olhos lacrimejam. sou trespassado por uma melancolia que me indica que estou a crescer. sou nobre e o meu semblante espera o momento para entrar em cena.
não apareces. olho em volta e tudo me parece estranhamente parecido com as paisagens que me descrevias nas noites de luar. olho o relógio contando os minutos que faltam para que a minha paciência se esgote e acabe por ir para casa sozinho como de costume. deito-me na cama e não encontro calor, estou encostado a uma parede que tem ainda os nossos restos de ontem; sei que nunca os vou tirar da parede, são memórias do que já tivemos...
não apareces e o meu corpo pede a tua presença e so encontro paredes neste quarto. hoje massacro-me com as minhas recordações sem ter medo do que possa vir daí. Eu deito-me na cama olhando o tecto. moscas passam pelo ar. expiro passando por momentos num grande sossego.
irrita-me ter de esperar tanto por um autocarro!!! chegam sempre com vonte minutos de atraso. para quem tenha compromissos com hora marcada é sempre chato chegar atrasado; ainda para mais o meu telemóvel ficou sem bateria e eu desespero...
o facto de me entreter com as pessoas tem destes problemas. logo hoje... logo hoje...
finalmente lá chega (15 depois da hora) e eu lá vou para o lugar combinado.
vejo um autocarro numa ponte frágil a andar, a ponte cai. nele vai alguém que eu conheço e nem por isso choro a sua perda. sei que é cruel, mas não sinto a vontade de chorar por ninguém q seja por mim prórpio.
levanto o meu orgulho do sofá onde estou sentado e vou buscar uma chávena de chá. está amargo, sabe mal. pego nele e atiro-o pela janela fora.
sei que pode parecer estranho mas às vezes acontecem coisas que não consigo explicar, mas ia a sair do trabalho e apanho com uma banhada, não sei muito bem de quê em cima. ainad pensei que era de alguém que não gostasse de mim mas a verdade é que não compreendo.
cheguei a casa e despi-me. fui tomar um banho. os ensaios dão cabo de mim e ainda por cima acontecem-me destas...
não apareces. olho em volta e tudo me parece estranhamente parecido com as paisagens que me descrevias nas noites de luar. olho o relógio contando os minutos que faltam para que a minha paciência se esgote e acabe por ir para casa sozinho como de costume. deito-me na cama e não encontro calor, estou encostado a uma parede que tem ainda os nossos restos de ontem; sei que nunca os vou tirar da parede, são memórias do que já tivemos...
não apareces e o meu corpo pede a tua presença e so encontro paredes neste quarto. hoje massacro-me com as minhas recordações sem ter medo do que possa vir daí. Eu deito-me na cama olhando o tecto. moscas passam pelo ar. expiro passando por momentos num grande sossego.
irrita-me ter de esperar tanto por um autocarro!!! chegam sempre com vonte minutos de atraso. para quem tenha compromissos com hora marcada é sempre chato chegar atrasado; ainda para mais o meu telemóvel ficou sem bateria e eu desespero...
o facto de me entreter com as pessoas tem destes problemas. logo hoje... logo hoje...
finalmente lá chega (15 depois da hora) e eu lá vou para o lugar combinado.
vejo um autocarro numa ponte frágil a andar, a ponte cai. nele vai alguém que eu conheço e nem por isso choro a sua perda. sei que é cruel, mas não sinto a vontade de chorar por ninguém q seja por mim prórpio.
levanto o meu orgulho do sofá onde estou sentado e vou buscar uma chávena de chá. está amargo, sabe mal. pego nele e atiro-o pela janela fora.
sei que pode parecer estranho mas às vezes acontecem coisas que não consigo explicar, mas ia a sair do trabalho e apanho com uma banhada, não sei muito bem de quê em cima. ainad pensei que era de alguém que não gostasse de mim mas a verdade é que não compreendo.
cheguei a casa e despi-me. fui tomar um banho. os ensaios dão cabo de mim e ainda por cima acontecem-me destas...
Thursday, May 18, 2006
Gay Pimp
estes vídeos dispensão apresentações. para quem não conhece o gay pimp... veja os vídeos.
este é o live
e este a continuação
este é o live
e este a continuação
como resolvi matar o meu anterior blog, este aparece para o substituir. por isso trato dos assuntos mais diversificados, sendo que a maioria será acerca da orientação sexual e das histórias que conto.
foi por isso mesmo que resolvi chamar a atenção deste filme que tratará de questões ecológicas e me parece bem construído. para portugal ainda não tenho a informação de quando ele irá estrear mas deverá ser algures para meados de junho.
este filme faz-me pensar numa coisa... muitos dos locais bonitos que conhecemos deste nosso portugal desaparecerão. a inglaterra praticamente ficará debaixo de água. além de que onde quer que vamos, se estivermos junto à costa a apanhar banhos de sol, poderemos apanhar com um ciclone logo a seguir. as coisas estão a avançara a um ritmo vertiginoso. será que não podemos fazer nada para o evitar??
foi por isso mesmo que resolvi chamar a atenção deste filme que tratará de questões ecológicas e me parece bem construído. para portugal ainda não tenho a informação de quando ele irá estrear mas deverá ser algures para meados de junho.
este filme faz-me pensar numa coisa... muitos dos locais bonitos que conhecemos deste nosso portugal desaparecerão. a inglaterra praticamente ficará debaixo de água. além de que onde quer que vamos, se estivermos junto à costa a apanhar banhos de sol, poderemos apanhar com um ciclone logo a seguir. as coisas estão a avançara a um ritmo vertiginoso. será que não podemos fazer nada para o evitar??
Wednesday, March 01, 2006
Peço a participação de todos os visitantes deste blog
ando a escrever uma história que conto com a vossa ajuda. para isso peço que vão ao blog a máscara do vampiro onde está sendo escrita a história.
a história é passada num presente um pouco alternativo onde vampiros muito glamorosos habitam nas profundezas de uma cidade. toda a história trata em torno de Jason, um jovem que é mordido por um vampiro que ha muito lhe seguia o rasto. tal como diz no cabeçário do blog podem fazer comentários referentes às personagens, sugerir continuações da história, percursos alternativos do seu seguimento, apontar coisas que achem que não estão muito bem, ou fazer ilustrações consoante a inspiração (sim, estou a falar para ti Vilani), enviar-me por mail fotos ou artigos que achem que eu iria achar interessante para construir a história. tudo nela se encontra em aberto, por isso participem... ainda verão que terá muitas surpresas!!!
a história é passada num presente um pouco alternativo onde vampiros muito glamorosos habitam nas profundezas de uma cidade. toda a história trata em torno de Jason, um jovem que é mordido por um vampiro que ha muito lhe seguia o rasto. tal como diz no cabeçário do blog podem fazer comentários referentes às personagens, sugerir continuações da história, percursos alternativos do seu seguimento, apontar coisas que achem que não estão muito bem, ou fazer ilustrações consoante a inspiração (sim, estou a falar para ti Vilani), enviar-me por mail fotos ou artigos que achem que eu iria achar interessante para construir a história. tudo nela se encontra em aberto, por isso participem... ainda verão que terá muitas surpresas!!!
Tuesday, February 21, 2006
mais uma dark night
é noite
o espaço que ocupo é preenchido pela peda que exite em mim. o meu coração inflama e o meu rosto preenche-se de vida. a catedral onde me encontro é alegrada com o som do meu despertar. a maldição, que o meu amor por ti causou em mim, atinge o seu climax e deixo o estado letárgido para abrir as minhas asas ao céu desta nossa cidade.
as minhas mãos contraem-se e os meus olhos ganham cor. desperto do sono de um dia inteiro de sol para saudar a lua cheia em todo o seu esplendor. sinto uma enorme moleza e os músculos ainda não reagem. é momento de acordar...
é noite
os fantasmas do nosso passado velam o nosso sono enquanto o sangue flui novamente no meu corpo. as minhas asas negras soltam-se e o meu corpo cai do tecto da catedral em direcção ao chão. o ar influi na membrana das asas que me farão voar para o céu da cidade nocturna.
é noite
um pássaro negro viaja por entre os prédios abandonados da cidade procurando por ti. ouve-se um grito meu... chamo por ti mas apenas ouço silêncio. pouso no cimo de um rochedo. olho o horizonte. para onde te levaram? alguém tirou o meu amor de mim e o levou para bem longe.
é noite
na minha lisa pele escorre um suor de raiva e enquanto me preparo para voltar a voar uma mão posa nas minhas costas e beija-me a face. os teus olhos estão sem cor... a tua pele pálida e a tua voz, que soa no meu interior, despe-me completamente. as tuas unhas fazem em frarrapos as minhas vestes até que toda a minha pele fica vestida com o reflexo pálido do luar.
é noite
um beijo... a tua boca tenta chegar ao meu pescoço enquanto eu permito que avances na minha privacidade. os teus dentes cravam-se na minha pele e, de imediato sinto um forte desejo de te possuir como nunca te possui. tu acabas por mandar um forte grito de repulsa ao provares o meu sangue e eu avanço para ti. desejo-te
é noite
um homem que apenas era homem volta sozinho à sua catedral esperando que a noite volte novamente. as horas passam e em breve chega o dia. o primeiro raio de sol faz cair em mim a sonolência da maldição que nos rogaram e adormeço novamente na pedra de que sou feito.
Monday, February 20, 2006
dias negrentos
O Anjo Negro -
Chegou a altura de ter que te abandonar e deixar o teu corpo arrefecer sem mim.
O nosso castelo está a ganhar luz, não posso mais ficar aqui, tenho que sair ainda dentro desta escuridão criada por nós!
Tornei-me num anjo, no teu anjo, aquele que te protegeu, mas agora tenho que ser aquele que vai desaparecer com a Lua, numa fusão idêntica à dos nossos corpos que se fundiram nesta noite fria, escura, mas de muito amor!
O teu corpo está gélido, como nunca, no teu pescoço ficou a minha marca eterna, mas a marca principal, essa, deixei na tua alma que é agora não só tua, como minha, como nossa!
Os teus lábios ainda estão da cor de uma rosa vermelha como aquela que te deixei aí ao lado, para ti amor, porque sim, vais acordar!
Desço a nossa torre e sinto algo a escorrer pela minha cara, nasceu nos meus olhos e está agora a morrer nos meus lábios, tem um gosto salgado e me enche de tristeza e saudade!
Não estarei eu a perder-te?
Mas assim a Lua me comanda, é ela que me chama, não posso acordar contigo muito menos presenciar o nascer do sol, é o preço da nossa eternidade!
Jamais poderemos ver o nascer do sul juntos como outrora fizemos, mas meu anjinho, ao cair da noite, cá estarei para unir o nosso sangue, os nossos corpos, o nosso amor, jamais te deixarei acordar deste sonho, um sonho nosso que vive eterno, um sonho nosso que vive alimentando um amor na escuridão imortal!
do blog do alex ao que respondi:
o meu castelo está negro, de pedras húmidas do teu, do meu, do nosso suor enquanto o meu sangue me escorre do corpo. o meu corpo está gélido como dizes. o beijo que me deste provocou a minha queda e não mais eterna será a minha alma. a minha pele endurece e o meu corpo gela ainda mais. deixo de ter sangue enquando me beijas e o meu corpo muda. para mim apenas exitirá a noite depois desse beijo; de dia sou pedra mirando o horizonte à espera que a lua volte e o meu corpo pétreo ganhe novamente vida desta minha mortalidade eterna como gárgula da tua catedral onde se passeiam espectros de uma era que não é mais, nessa tua catedral mais fria que o meu, nosso coração após esse teu beijo. caí do limbo, arranquei de mim essa condição de anjo e abandonei-me a ti
Chegou a altura de ter que te abandonar e deixar o teu corpo arrefecer sem mim.
O nosso castelo está a ganhar luz, não posso mais ficar aqui, tenho que sair ainda dentro desta escuridão criada por nós!
Tornei-me num anjo, no teu anjo, aquele que te protegeu, mas agora tenho que ser aquele que vai desaparecer com a Lua, numa fusão idêntica à dos nossos corpos que se fundiram nesta noite fria, escura, mas de muito amor!
O teu corpo está gélido, como nunca, no teu pescoço ficou a minha marca eterna, mas a marca principal, essa, deixei na tua alma que é agora não só tua, como minha, como nossa!
Os teus lábios ainda estão da cor de uma rosa vermelha como aquela que te deixei aí ao lado, para ti amor, porque sim, vais acordar!
Desço a nossa torre e sinto algo a escorrer pela minha cara, nasceu nos meus olhos e está agora a morrer nos meus lábios, tem um gosto salgado e me enche de tristeza e saudade!
Não estarei eu a perder-te?
Mas assim a Lua me comanda, é ela que me chama, não posso acordar contigo muito menos presenciar o nascer do sol, é o preço da nossa eternidade!
Jamais poderemos ver o nascer do sul juntos como outrora fizemos, mas meu anjinho, ao cair da noite, cá estarei para unir o nosso sangue, os nossos corpos, o nosso amor, jamais te deixarei acordar deste sonho, um sonho nosso que vive eterno, um sonho nosso que vive alimentando um amor na escuridão imortal!
o meu castelo está negro, de pedras húmidas do teu, do meu, do nosso suor enquanto o meu sangue me escorre do corpo. o meu corpo está gélido como dizes. o beijo que me deste provocou a minha queda e não mais eterna será a minha alma. a minha pele endurece e o meu corpo gela ainda mais. deixo de ter sangue enquando me beijas e o meu corpo muda. para mim apenas exitirá a noite depois desse beijo; de dia sou pedra mirando o horizonte à espera que a lua volte e o meu corpo pétreo ganhe novamente vida desta minha mortalidade eterna como gárgula da tua catedral onde se passeiam espectros de uma era que não é mais, nessa tua catedral mais fria que o meu, nosso coração após esse teu beijo. caí do limbo, arranquei de mim essa condição de anjo e abandonei-me a ti
Friday, February 17, 2006
os pensamentos são como facas, rasgam a nossa mente e levam-nos a parar tudo, modelam a nossa mente. por sentimentos anjos caem do céu; por sentimentos pessoas iludem-se; por sentimentos pessoas entram na noite dos seus dias; por sentimentos pessoas começam a chorar; por sentimentos pessoas começam a rir; por sentimentos pessoas começam a gostar, a odiar, a sentir tudo por uma outra pessoa; por sentimentos somos objectos de nós mesmos e dos nossos instintos. somos animais, somos carniceiros, somos uma mescla de pessoas e bichos com essa nossa caracteristica que nos torna unicos e nos torna animais. porque o que nos torna humanos também nos torna animais e o que nos torna animais também é em nós humano.
choro no meu interior por feridas que qualquer intelectualização não consegue explicar, sarar. como no meu âmago todo o mundo que, de sensações feito, tende para a mortalidade e para a tragédia. as lágrimas que secaram não pararam de correr e as dores que sinto não pararam de doer quando os sentidos estão vivos. paro de rir de mim. paro de rir de ti...
sou um bicho carniceiro que desceu a este mundo para se devorar a si mesmo e, no âmago das suas palavras encantar mais carne para dela se alimentar e criar nesta terra de mortos um lugar para amar.
o meu instinto aspira à caça e não é travado. a minha animalidade é incontrolável, animal eu que penso e mastigo, devoro e crio poesia... sou um cruel animal por fazer sobre pessoas ao meu lado e lhes devorar a alma, alma essa que me é entregue e com a qual movimento a minha caravela segundo o meu comando. num manifesto claramente egocêntrico, expresso a minha vontade de dominar sem que seja dominado...
um martelo podre jaz sobre a minha mesa enquanto o olho procurando nele um espírito, uma alma, um ser que não encontro em mim. devoro mil demónios para que possa viver como um anjo e respirar como um humano.
sou um bicho carniceiro... um bicho que come humanos e um bicho que ama os homens. sou um bicho envolvido por uma pele de humano com cérebro de lobo...
sou um bicho cheio de sentimentos e de dores que na noite mais escuta espera que sarem e o deixem dormir um pouco...
choro no meu interior por feridas que qualquer intelectualização não consegue explicar, sarar. como no meu âmago todo o mundo que, de sensações feito, tende para a mortalidade e para a tragédia. as lágrimas que secaram não pararam de correr e as dores que sinto não pararam de doer quando os sentidos estão vivos. paro de rir de mim. paro de rir de ti...
sou um bicho carniceiro que desceu a este mundo para se devorar a si mesmo e, no âmago das suas palavras encantar mais carne para dela se alimentar e criar nesta terra de mortos um lugar para amar.
o meu instinto aspira à caça e não é travado. a minha animalidade é incontrolável, animal eu que penso e mastigo, devoro e crio poesia... sou um cruel animal por fazer sobre pessoas ao meu lado e lhes devorar a alma, alma essa que me é entregue e com a qual movimento a minha caravela segundo o meu comando. num manifesto claramente egocêntrico, expresso a minha vontade de dominar sem que seja dominado...
um martelo podre jaz sobre a minha mesa enquanto o olho procurando nele um espírito, uma alma, um ser que não encontro em mim. devoro mil demónios para que possa viver como um anjo e respirar como um humano.
sou um bicho carniceiro... um bicho que come humanos e um bicho que ama os homens. sou um bicho envolvido por uma pele de humano com cérebro de lobo...
sou um bicho cheio de sentimentos e de dores que na noite mais escuta espera que sarem e o deixem dormir um pouco...
Tuesday, February 07, 2006
âmago
não pares de me tocar
eu sinto-me só
imobiliza-me com o teu corpo
sinto-me tão só
fala-me por favor
diz que me conheces
que não somos estranhos
e eu que me enterneces
quero-me encontrar
num mundo só meu
que ninguém possa imaginar
para não enaltecê-lo
âmago - eu quero entrar no teu âmago
âmago - eu quero entrar no teu âmago
âmago... - quero entrar
sinto enfim por ti
que não te sentes só
esconde-me por favor
como te podes sentir...
só tu tens para ti
o que eu anseio
um mundo só teu
que eu só rodeio
âmago - eu quero entrar no teu âmago
âmago - eu quero entrar no teu âmago
âmago - eu quero entrar no teu âmago
âmago - eu quero entrar no teu âmago
âmago
quero entrar no teu âmago
âmago
quero entrar
quero entrar...
projecto balla
eu sinto-me só
imobiliza-me com o teu corpo
sinto-me tão só
fala-me por favor
diz que me conheces
que não somos estranhos
e eu que me enterneces
quero-me encontrar
num mundo só meu
que ninguém possa imaginar
para não enaltecê-lo
âmago - eu quero entrar no teu âmago
âmago - eu quero entrar no teu âmago
âmago... - quero entrar
sinto enfim por ti
que não te sentes só
esconde-me por favor
como te podes sentir...
só tu tens para ti
o que eu anseio
um mundo só teu
que eu só rodeio
âmago - eu quero entrar no teu âmago
âmago - eu quero entrar no teu âmago
âmago - eu quero entrar no teu âmago
âmago - eu quero entrar no teu âmago
âmago
quero entrar no teu âmago
âmago
quero entrar
quero entrar...
projecto balla
gaychoice3.com - o chá
em coimbra sempre houve um costume na "comunidade gay" que foram as idas ao chá como o meu namorado me falou muitas vezes. acontece que nas minhas vivências os rituais do chá têm sido muito frequentes e muito diferentes dos que já existiam.
em casa do meu namorado temo-nos reunido várias vezes, com várias pessoas para literalmente tomar um ou mais chás que as minhas mãos preparam com tanto primor. podemos estar com a maior das preocupações, mas, pelo menos para mim o ritual do chá é um momento muito ritualiesco que nunca se repete em toda a nossa vida.
ontem o ruy veio tomar um chá de menta connosco e ficámos a coscuvilhar coisas acerca das nossas vidas. em resumo: uma ida à terrinha dos pais, e mais precisamente a uma discoteca, pelo ruy fez com que ele tivesse em contacto com as suas antigas paixões (todas elas femininas) que lhe perguntaram por novidades. ele apenas respondeu que tinha bastantes mas que não revelava... vai-se lá perceber porquê...
além disso o jorge falou da conversa que eu e ele tivemos na noite anterior onde lhe expliquei que a minha vida tem andado tão complicada que eu não consigo resolver todos os meus problemas de uma vez e o problema que tenho mais urgente é o dos exames (que finalmente acabem depois de amanhã), o que é natural que não lhe dê atenção.
um outro assunto de conversa que veio à baila foi o facto de o jorge ir fazer esta manhã uma sessão de esclarecimento acerca da homossexualidade. esta sessão não teria nada de extraordinário não fosse o facto de a escola onde ele foi ser dirigida por um gajo que esteve apaixonado por mim mas que eu não quis ter um relacionamento com ele.
não foi da última vez, mas numa das ultimas apareceram uns amigos nossos, também eles um casalinho (o paulo e o marco) para também andarmos na cusquice e tricotarmos mais um pouco do nosso enxoval. (não vem a propósito, mas enxoval escreve-se assim ou enchoval, há palavras que a escrita é tão complicada).
as minhas reservas de chá ainda continuam em frasquitos à espera de mais gente para saborear a minha arte de as mergulhar na água quente e fazer delas belas infusões que passam primeiro pelos nossos olhos, pelos nossos narizes, mãos e boca. para mim o beber um chá é como receber um beijo amoroso, daí que meta tambo ritual nesse acto. será que numa próxima vez nos aproveitaremos disso para uma sessão espirita...
a verdade é que os restos das folhas sempre serviram para dizer coisas...
it's a taste, it's a gaychoice
ps: tenho um conto em prepraração que daqui a um tempo mostrarei.
em casa do meu namorado temo-nos reunido várias vezes, com várias pessoas para literalmente tomar um ou mais chás que as minhas mãos preparam com tanto primor. podemos estar com a maior das preocupações, mas, pelo menos para mim o ritual do chá é um momento muito ritualiesco que nunca se repete em toda a nossa vida.
ontem o ruy veio tomar um chá de menta connosco e ficámos a coscuvilhar coisas acerca das nossas vidas. em resumo: uma ida à terrinha dos pais, e mais precisamente a uma discoteca, pelo ruy fez com que ele tivesse em contacto com as suas antigas paixões (todas elas femininas) que lhe perguntaram por novidades. ele apenas respondeu que tinha bastantes mas que não revelava... vai-se lá perceber porquê...
além disso o jorge falou da conversa que eu e ele tivemos na noite anterior onde lhe expliquei que a minha vida tem andado tão complicada que eu não consigo resolver todos os meus problemas de uma vez e o problema que tenho mais urgente é o dos exames (que finalmente acabem depois de amanhã), o que é natural que não lhe dê atenção.
um outro assunto de conversa que veio à baila foi o facto de o jorge ir fazer esta manhã uma sessão de esclarecimento acerca da homossexualidade. esta sessão não teria nada de extraordinário não fosse o facto de a escola onde ele foi ser dirigida por um gajo que esteve apaixonado por mim mas que eu não quis ter um relacionamento com ele.
não foi da última vez, mas numa das ultimas apareceram uns amigos nossos, também eles um casalinho (o paulo e o marco) para também andarmos na cusquice e tricotarmos mais um pouco do nosso enxoval. (não vem a propósito, mas enxoval escreve-se assim ou enchoval, há palavras que a escrita é tão complicada).
as minhas reservas de chá ainda continuam em frasquitos à espera de mais gente para saborear a minha arte de as mergulhar na água quente e fazer delas belas infusões que passam primeiro pelos nossos olhos, pelos nossos narizes, mãos e boca. para mim o beber um chá é como receber um beijo amoroso, daí que meta tambo ritual nesse acto. será que numa próxima vez nos aproveitaremos disso para uma sessão espirita...
a verdade é que os restos das folhas sempre serviram para dizer coisas...
it's a taste, it's a gaychoice
ps: tenho um conto em prepraração que daqui a um tempo mostrarei.
Sunday, February 05, 2006
gaychoice2.com - praia de mira
finalmente vou falar das minhas idas à praia de mira. mais precisamente a uma discoteca que abriu há um tempo e que a primeira vez que lá fui foi acompanhado de pessoal de viseu. já com a entrada naquele espaço senti uma coisa que não senti no open minds, bleu angel ou noutros bares em lisboa (o único que iguala a mesma sensação é o boysr'us no porto) que é a sensação de aconchego e familiaridade. assim que puz os pés naquele espaço tive a sensação que seria um espaço onde me sentiria eu, onde me sentia em casa.
dessa primeira vez conhecemos os donos do espaço e o pessoal que lá trabalha, ficando a conhecer (por uma visita guiada) todos os cantos à casa. nessa noite um dos nossos amigos estava um pouco abatido e eu não cinseguia sentir-me completamente bem com isso. não sei porque (cosidero isso um defeito) preocupo-me demasiado com as pessoas à minha volta, todas elas, procurando que fiquem com alegria. no caso desse meu amigo a coisa não deu, ele estava mesmo em baixo e não o consegui fazer levantar-se da cadeira vaca em que estava. algum tempo depois eu começava a dançar e a coisa ficou-se por aí.
na vez que fui a seguir, lembro-me que fora com o steven, com o guilherme e mais gente da rede ex-aequo, assim como o jorge. nessa noite pouca coisa me lembro que não fosse o dançar com toda a gente e passar-me repentinamente um flash pela cabeça e me lembrar que uma das pessoas que lá trabalha (e que eu já sentia que conhecia a sua cara) foi o primeiro gajo com quem tive (ou quase umas coisas antes foram coisas poucas). quando saí da discoteca fiquei quase em estado de choque com a lembraça, mas isso não impediu que me divertisse na mesma... eu e o jorge comentámos o facto de eu ter sido estado com ele e os papéis que desempenhámos. numa coisa ele concordou, eu estive na melhor das suas partes. terminámos a rir.
uma coisa que aconteceu nestas primeiras idas foi o facto de estar pouca gente e, por isso mesmo, não haver grandes engates. a gente que lá ia conhecia-se toda de coimbra e não haviam espaços (sociais) de tentar piscar o olho a gajos ou gajas. este aspecto foi-se alterando com a cada vez maior afluência, em especial nos sábados.
um outro dia que fora à vip's (não estou a ser demasiado publicitário, pois não?) tive uma sessão de dança com o guilherme, mais uns quantos, com o jorge, com o steve, o andré, ect... (já começo a baralhar as idas, lolololol). nessa ida uma coisa que aconteceu de marcante foi o facto de o ex-namorado do jorge (aquele que deveria ser meu rival) também apareceu e eles os dois tiveram uma discussão. eu tentei serenar as coisas, mas não funcionou nesse dia.
a verdade é que à excepção de uma única vez, temos lá levado sempre um estreante àquele espaço (um dia ainda vou pedir um brinde ao chefe do sítio, tipo um cafézito ou qualquer coisa... lololol)
dia de ano novo... foi uma montanha, uma avalanche de acontecimentos que já escrevi alguns deles, não escrevi o que mais tensão provocou no meu psique: eu e a minha mãe, desde que lhe disse que era gay, que temos andando a ter um relacionamento muito complicado. não só pelo facto de ser minha mãe, mas pelo facto de eu acreditar que ela semrpe esteve apaixonada por mim e reparou que o seu filho estava a deixar de seguir o caminho que ela tinha traçado para a minha vida - coisa que me irrita profundamente. nessa noite (que era suposto ter passado com a família, por ser tradição) fui passá-la com os meus amigos e diga-se que foi complicado explicar-lhe isso. mais complicado ainda foi esperar toda a noite por um telefonema dela e esperar nos dias seguintes e nada... nada... desesperar e esperar. a pessoa que verdadeiramente me ajudou e me comprrendeu e me apoiou num grande momento de desespero foi o jorge. ele arranjou as coisas para que eu fosse a casa e preparou a minha cabeça para enfrentar a minha mãe.
as minhas idas a mira poderiam deixar de ter coisas estranhas, mas a verdade é que não. sempre que eu vou àquele espaço não deixo de sentir algo de emocionante. não me lembro o dia, mas a penúltima noite que estive lá fui acompanhado pelo ruy... finalemente o namorado do guilherme veio connosco por ter ficado em coimbra. entre os vários eventos desse dia, as coisas começaram complicadas por histórias amorosas que não vale a pena escrever - pelo menos por agora, ainda se fazem sentir demasiado as coisas - conclusão, nesse dia éramos três casalinhos mais dois gajos e um monte de gente cohecida. nós os seis conheçámos a fazer o jogo do gelo, ou seja a meter um cubo de gelo na boca e a passá-lo de boca em boca. a coisa correu muito bem, nós estávamos na boa; as pessoas que estavam à nossa volta é que acharam a coisa estranha porque só viam um monte de gajos a beijar-se (grande bacanal - devem ter pensado) é que para mais nós (agora vou ser muito convencido) somos todos lindos...
enfim... para além disso, nessa noite o miguel (ex do jorge) também apareceu mas cuprimentou-me logo e eu percebi que estava bem. nessa noite contive os gestos de carinho com o jorge para que ele não se sentisse mal. a meio da noite o gui e o ruy têm um pequeno corte de relação, mas eu percebi que esse corte era uma coisa tão forçada e tão insegura que tentei fazer todos os possíveis para que voltassem a falar e a juntar-se. cá ando eu armado em cupido; mas a coisa tem funcionado.
já reconciliados, estado todos a dançar, eis que aparece vindo do nada uma personagem, que nem sequer reparei ter entrado, e me pegou no ombro e me disse uma coisa do estilo: "não me viste aqui!" completamente atordoado, não sabia o que dizer, não reconheci a pessoa em questão. depois me lembrei que era um familiar meu... foi a cena mais marada que jamais tive lá.
de ontem para hoje estive lá novamente com o jorge (para variar) e uns amigos brasileiros. entre as danças do costume e os copos que por cá passam, um gajo, sem qualquer travão olha-me fixamente e noto que me anda a engatar. a propósito desse engate tive uma conversa um pouco séria com o jorge porque por vezes coloco o meu ego à frente da nossa relação. eu bem sei que é um defeito, uma mostra de que ainda não cresci, nmas a verdade é que para alguém como eu que foi obrigado a seer criança novamente, voltar a crescer é um processo complicado.
será que a minha vontade de continuar criança é crónica? tenho de ver se arranjo um psicólogo que me esclareça.
não se passou nada de mais e mesmo quando íamos a sair passa a m+usica que de momento mais tenho curtido dançar (pouco me importa que goste ou não) "time goes back... so slowly". desta última vez que fomos à praia de mira, por acaso tive pena de não irmos mesmo até à praia, coisa que começo a meter nas minhas idas.

eu gosto do espaço e da mítica que essas idas têm para mim. gosto de lá estar com toas as pessoas que gosto, com todas as que nunca vou deixar de gostar ou começar a gostar, de todas as pessoas que lá estão e que conheço e que não conheço e com quem gostava de falar ou nada dizer... é uma coisa que mexe comigo...
it's a gaychoice...
dessa primeira vez conhecemos os donos do espaço e o pessoal que lá trabalha, ficando a conhecer (por uma visita guiada) todos os cantos à casa. nessa noite um dos nossos amigos estava um pouco abatido e eu não cinseguia sentir-me completamente bem com isso. não sei porque (cosidero isso um defeito) preocupo-me demasiado com as pessoas à minha volta, todas elas, procurando que fiquem com alegria. no caso desse meu amigo a coisa não deu, ele estava mesmo em baixo e não o consegui fazer levantar-se da cadeira vaca em que estava. algum tempo depois eu começava a dançar e a coisa ficou-se por aí.
na vez que fui a seguir, lembro-me que fora com o steven, com o guilherme e mais gente da rede ex-aequo, assim como o jorge. nessa noite pouca coisa me lembro que não fosse o dançar com toda a gente e passar-me repentinamente um flash pela cabeça e me lembrar que uma das pessoas que lá trabalha (e que eu já sentia que conhecia a sua cara) foi o primeiro gajo com quem tive (ou quase umas coisas antes foram coisas poucas). quando saí da discoteca fiquei quase em estado de choque com a lembraça, mas isso não impediu que me divertisse na mesma... eu e o jorge comentámos o facto de eu ter sido estado com ele e os papéis que desempenhámos. numa coisa ele concordou, eu estive na melhor das suas partes. terminámos a rir.
uma coisa que aconteceu nestas primeiras idas foi o facto de estar pouca gente e, por isso mesmo, não haver grandes engates. a gente que lá ia conhecia-se toda de coimbra e não haviam espaços (sociais) de tentar piscar o olho a gajos ou gajas. este aspecto foi-se alterando com a cada vez maior afluência, em especial nos sábados.
um outro dia que fora à vip's (não estou a ser demasiado publicitário, pois não?) tive uma sessão de dança com o guilherme, mais uns quantos, com o jorge, com o steve, o andré, ect... (já começo a baralhar as idas, lolololol). nessa ida uma coisa que aconteceu de marcante foi o facto de o ex-namorado do jorge (aquele que deveria ser meu rival) também apareceu e eles os dois tiveram uma discussão. eu tentei serenar as coisas, mas não funcionou nesse dia.
a verdade é que à excepção de uma única vez, temos lá levado sempre um estreante àquele espaço (um dia ainda vou pedir um brinde ao chefe do sítio, tipo um cafézito ou qualquer coisa... lololol)
dia de ano novo... foi uma montanha, uma avalanche de acontecimentos que já escrevi alguns deles, não escrevi o que mais tensão provocou no meu psique: eu e a minha mãe, desde que lhe disse que era gay, que temos andando a ter um relacionamento muito complicado. não só pelo facto de ser minha mãe, mas pelo facto de eu acreditar que ela semrpe esteve apaixonada por mim e reparou que o seu filho estava a deixar de seguir o caminho que ela tinha traçado para a minha vida - coisa que me irrita profundamente. nessa noite (que era suposto ter passado com a família, por ser tradição) fui passá-la com os meus amigos e diga-se que foi complicado explicar-lhe isso. mais complicado ainda foi esperar toda a noite por um telefonema dela e esperar nos dias seguintes e nada... nada... desesperar e esperar. a pessoa que verdadeiramente me ajudou e me comprrendeu e me apoiou num grande momento de desespero foi o jorge. ele arranjou as coisas para que eu fosse a casa e preparou a minha cabeça para enfrentar a minha mãe.
as minhas idas a mira poderiam deixar de ter coisas estranhas, mas a verdade é que não. sempre que eu vou àquele espaço não deixo de sentir algo de emocionante. não me lembro o dia, mas a penúltima noite que estive lá fui acompanhado pelo ruy... finalemente o namorado do guilherme veio connosco por ter ficado em coimbra. entre os vários eventos desse dia, as coisas começaram complicadas por histórias amorosas que não vale a pena escrever - pelo menos por agora, ainda se fazem sentir demasiado as coisas - conclusão, nesse dia éramos três casalinhos mais dois gajos e um monte de gente cohecida. nós os seis conheçámos a fazer o jogo do gelo, ou seja a meter um cubo de gelo na boca e a passá-lo de boca em boca. a coisa correu muito bem, nós estávamos na boa; as pessoas que estavam à nossa volta é que acharam a coisa estranha porque só viam um monte de gajos a beijar-se (grande bacanal - devem ter pensado) é que para mais nós (agora vou ser muito convencido) somos todos lindos...
enfim... para além disso, nessa noite o miguel (ex do jorge) também apareceu mas cuprimentou-me logo e eu percebi que estava bem. nessa noite contive os gestos de carinho com o jorge para que ele não se sentisse mal. a meio da noite o gui e o ruy têm um pequeno corte de relação, mas eu percebi que esse corte era uma coisa tão forçada e tão insegura que tentei fazer todos os possíveis para que voltassem a falar e a juntar-se. cá ando eu armado em cupido; mas a coisa tem funcionado.
já reconciliados, estado todos a dançar, eis que aparece vindo do nada uma personagem, que nem sequer reparei ter entrado, e me pegou no ombro e me disse uma coisa do estilo: "não me viste aqui!" completamente atordoado, não sabia o que dizer, não reconheci a pessoa em questão. depois me lembrei que era um familiar meu... foi a cena mais marada que jamais tive lá.
de ontem para hoje estive lá novamente com o jorge (para variar) e uns amigos brasileiros. entre as danças do costume e os copos que por cá passam, um gajo, sem qualquer travão olha-me fixamente e noto que me anda a engatar. a propósito desse engate tive uma conversa um pouco séria com o jorge porque por vezes coloco o meu ego à frente da nossa relação. eu bem sei que é um defeito, uma mostra de que ainda não cresci, nmas a verdade é que para alguém como eu que foi obrigado a seer criança novamente, voltar a crescer é um processo complicado.
será que a minha vontade de continuar criança é crónica? tenho de ver se arranjo um psicólogo que me esclareça.
não se passou nada de mais e mesmo quando íamos a sair passa a m+usica que de momento mais tenho curtido dançar (pouco me importa que goste ou não) "time goes back... so slowly". desta última vez que fomos à praia de mira, por acaso tive pena de não irmos mesmo até à praia, coisa que começo a meter nas minhas idas.

eu gosto do espaço e da mítica que essas idas têm para mim. gosto de lá estar com toas as pessoas que gosto, com todas as que nunca vou deixar de gostar ou começar a gostar, de todas as pessoas que lá estão e que conheço e que não conheço e com quem gostava de falar ou nada dizer... é uma coisa que mexe comigo...
it's a gaychoice...
Wednesday, February 01, 2006
gaychoice1.com
acho que a melhor coisa a fazer neste artigo é começar por me apresentar de forma ao de leve. o meu nome é danyel e há já algum tempo que "habito" na cidade de coimbra. digo que praticamente cá habito pois os meus pais moram a cerca de 90 km daqui e eu construi nesta cidade quase todas as minhas vivências - poucas memórias quero da minha vida anterior.
ando a ver se acabo o meu curso e ao mesmo tempo a trabalhar para arranjar uns trocados e resolver a minha vida entre o teatro e a dança... muito para um jovem dos seus 22 anos de idade (15 de juízo).
há uns tempos que me revelei como um homossexual e há mais de oito meses que namoro com um gajo de quem tenho gostado muito de estar. para além dele, muitas das minhas vivências passam pelos meus amigos que neste momento são na sua maioria também eles homossexuais, mas não só...

hoje é 31 de Janeiro, finda o primeiro mês do ano 2006, altura para avaliar se os meus projectos para este ano se estão a concretizar ou não............ talvez........ é bem provável que sim.......... começo a ter dúvidas....... OK SEJAMOS PRÁTICOS, nada do que queremos que aconteça no novo ano se concretiza, ou pelo menos a longo prazo. no entanto há algumas coisas que êm acontecido e que têm-se revelado com surpresas para o meu futuro...
começando a avaliação... falemos de trabalho. estou a trabalhar num lugar onde sou mal pago, mas enfim... tou a trabalhar e a arranjar dinheiro. o tempo que tinha disponível a mais para fazer coisas que não têm interesse foi sendo reduzido mas ao mesmo tempo ajuda-me a organizar melhor o que tenho disponível. foi-me aumentado o numero de horas, o que se traduz num aumento de pagamento ao final do mês, no entanto este aumento veio numa má altura, uma vez que colidiu com aquela época do ano em que aumentam os exames...
para além disso o meu sono tem andando completamente desregulado, tenho acordado completamente cansado e em muitos dos dias a preguiça matinal tem-se arrastado até ao momento de ir comer o almoço... julgo que me anda a faltar um pouco de exercício físico. este fim de semana tenho que combinar com o guilherme fazermos um percurso de manutenção no choupal - se bem me lembro o seu namorado, o ruy, não vai poder. nós os dois no último fim de semana combinamos e fomos fazer a nossa saidinha - um pouco mais tarde do que esperávamos pois ele teve insónias e so nos despachámos às 11 horas.
em relação aos estudos devo dizer que as coisas estão para o complicado. muitos exames e pouco tempo para me dedicar à coisa - mas tenho que me lembrar que estou no final. uma coisa que o estudo me tem posto em cima é um grande stress e uma incompreensível figidez sexual. o meu namoradom, que se chama jorge, tem dito que tenho andado muito frio, e tem razão, no entanto não consigo explicar-lhe que neste momento estou completamente sem tusa praticamente nenhuma, vou acordando de manhã com alguma mas hoje nem isso... tenho de ver se acabo os exames depressa ou então dou em doido. segundo li algures acho que o exercício físico também melhora este meu problema - espero que sim...
as minhas divagações aproximam-se do ponto que ultimamente tem andado mais quenta na minha vida que é a minha relação com a minha mãe. desde que lhe disse que era homossexual, e que ela ouviu que eu era gay, pedófilo e que andava a recrutar mais gajos para serem paneleiros - a mente da minha mãe - que cortámos muito a nossa intimidade. o que antes era uma relação quase de paixão converteu-se numa enorme desilusão e num rebolar de torturas entre nós os dois tipo novela mexicana. desde esse dia que ela começou a dar-me menos dinheiro e eu que me vire. prometeu pagar-me os estudos assim como a minha alimentação enquanto estivesse aqui e a minha estadia. o pouco dinheiro que vem para os meus lados tem sido para poucas coisas. hoje mesmo eu decidi adoptar uma medida relativamente à minha mãe. vou começar a anotar os dias em que não me manda dinheiro e a anotar todos os meus gastos em termos de dinheiro para o curso, tipo fotocópias e mando-lhe a factura mensalmente. pode ela não me enviar o dinheiro todas as semanas como mandava, mas se me controlar vou ter o dinheiro do meu trabalho a suportar-me nesses tempos.
sei que este post foi um pouco massador para quem aqui vem ler histórias eróticas. prometo que assim que o meu desejo voltar, carrego em força nisso.
it's just a gaychoice
ando a ver se acabo o meu curso e ao mesmo tempo a trabalhar para arranjar uns trocados e resolver a minha vida entre o teatro e a dança... muito para um jovem dos seus 22 anos de idade (15 de juízo).
há uns tempos que me revelei como um homossexual e há mais de oito meses que namoro com um gajo de quem tenho gostado muito de estar. para além dele, muitas das minhas vivências passam pelos meus amigos que neste momento são na sua maioria também eles homossexuais, mas não só...

hoje é 31 de Janeiro, finda o primeiro mês do ano 2006, altura para avaliar se os meus projectos para este ano se estão a concretizar ou não............ talvez........ é bem provável que sim.......... começo a ter dúvidas....... OK SEJAMOS PRÁTICOS, nada do que queremos que aconteça no novo ano se concretiza, ou pelo menos a longo prazo. no entanto há algumas coisas que êm acontecido e que têm-se revelado com surpresas para o meu futuro...
começando a avaliação... falemos de trabalho. estou a trabalhar num lugar onde sou mal pago, mas enfim... tou a trabalhar e a arranjar dinheiro. o tempo que tinha disponível a mais para fazer coisas que não têm interesse foi sendo reduzido mas ao mesmo tempo ajuda-me a organizar melhor o que tenho disponível. foi-me aumentado o numero de horas, o que se traduz num aumento de pagamento ao final do mês, no entanto este aumento veio numa má altura, uma vez que colidiu com aquela época do ano em que aumentam os exames...
para além disso o meu sono tem andando completamente desregulado, tenho acordado completamente cansado e em muitos dos dias a preguiça matinal tem-se arrastado até ao momento de ir comer o almoço... julgo que me anda a faltar um pouco de exercício físico. este fim de semana tenho que combinar com o guilherme fazermos um percurso de manutenção no choupal - se bem me lembro o seu namorado, o ruy, não vai poder. nós os dois no último fim de semana combinamos e fomos fazer a nossa saidinha - um pouco mais tarde do que esperávamos pois ele teve insónias e so nos despachámos às 11 horas.
em relação aos estudos devo dizer que as coisas estão para o complicado. muitos exames e pouco tempo para me dedicar à coisa - mas tenho que me lembrar que estou no final. uma coisa que o estudo me tem posto em cima é um grande stress e uma incompreensível figidez sexual. o meu namoradom, que se chama jorge, tem dito que tenho andado muito frio, e tem razão, no entanto não consigo explicar-lhe que neste momento estou completamente sem tusa praticamente nenhuma, vou acordando de manhã com alguma mas hoje nem isso... tenho de ver se acabo os exames depressa ou então dou em doido. segundo li algures acho que o exercício físico também melhora este meu problema - espero que sim...
as minhas divagações aproximam-se do ponto que ultimamente tem andado mais quenta na minha vida que é a minha relação com a minha mãe. desde que lhe disse que era homossexual, e que ela ouviu que eu era gay, pedófilo e que andava a recrutar mais gajos para serem paneleiros - a mente da minha mãe - que cortámos muito a nossa intimidade. o que antes era uma relação quase de paixão converteu-se numa enorme desilusão e num rebolar de torturas entre nós os dois tipo novela mexicana. desde esse dia que ela começou a dar-me menos dinheiro e eu que me vire. prometeu pagar-me os estudos assim como a minha alimentação enquanto estivesse aqui e a minha estadia. o pouco dinheiro que vem para os meus lados tem sido para poucas coisas. hoje mesmo eu decidi adoptar uma medida relativamente à minha mãe. vou começar a anotar os dias em que não me manda dinheiro e a anotar todos os meus gastos em termos de dinheiro para o curso, tipo fotocópias e mando-lhe a factura mensalmente. pode ela não me enviar o dinheiro todas as semanas como mandava, mas se me controlar vou ter o dinheiro do meu trabalho a suportar-me nesses tempos.
sei que este post foi um pouco massador para quem aqui vem ler histórias eróticas. prometo que assim que o meu desejo voltar, carrego em força nisso.
it's just a gaychoice
Saturday, January 21, 2006
porque escrevo sobre sexo
há já algum tempo que me venho a questionar o facto de escrever tanto sobre os actos sexuais, mais concretamente sobre relações homossexuais. o facto de escrever sobre homossexuais poderá explicar-se facilmente pois sou um homossexual assumido e que gosta de escrever, não camuflando a sua identidade. o facto de escrever sobre os actos sexuais é que é mais complicado...
procuro nos recantos mais internos de mim mesmo uma razão para gostar tanto de tentar escrever coisas estimulantes, mas essas palavras escapam-se-me. eu tendo a ser uma pessoa um pouco dada a libertinagens mas nada que se compare às coisas que escrevo; para além disso tenho alguma timidez na minha pessoa. acho que a internet facilita as coisas, eu passo por mais um panilas a escrever indecências que algumas pessoas até apreciam mas que não passa daí, uma pessoa a revelar as suas fantasias a ninguém em concreto - que me desculpem as pessoas que conheço pessoalmente - o certo é que tem alguma piada escrever este tipo de coisas... uma pessoa pode explorar a sua sexualidade e conhecer-se melhor
procuro nos recantos mais internos de mim mesmo uma razão para gostar tanto de tentar escrever coisas estimulantes, mas essas palavras escapam-se-me. eu tendo a ser uma pessoa um pouco dada a libertinagens mas nada que se compare às coisas que escrevo; para além disso tenho alguma timidez na minha pessoa. acho que a internet facilita as coisas, eu passo por mais um panilas a escrever indecências que algumas pessoas até apreciam mas que não passa daí, uma pessoa a revelar as suas fantasias a ninguém em concreto - que me desculpem as pessoas que conheço pessoalmente - o certo é que tem alguma piada escrever este tipo de coisas... uma pessoa pode explorar a sua sexualidade e conhecer-se melhor
Subscribe to:
Posts (Atom)