Sunday, May 09, 2010

Vamos falar de paneleiros, futebolistas, moda e da vinda do papa a Portugal. Nada de muito anormal nos dias que correm. Como começar… talvez pelos futebolistas. E vou parar neste assunto durante algum tempo com alguns desvios por temas diversos.
O nosso internacional Cristiano Ronaldo pousou mais uma vez com roupas em miniatura junto a Didier Drogba dos Camarões. Os desaires do C.R. junto das curtinhas roupas são mais que conhecido, de lembrar a campanha da Armani onde andou a competir com o Bekham pelo lugar cimeiro. A competição deixou de vez os relvados e acima-se uma discussão em cuecas. De dar relevo que os dois desportistas aparecem tão juntinhos na capa da Vanity Fair que se decidiu a comemorar deste modo o mundial.
Uma outra fotografia que eu gostei mais apresenta cinco futebolistas que o sue ar bem que pode ser algo como:
Pato (Brasil): Sinto-me como um Pato na água…
Eto’o (Camarões): Vai-te lá fo*** deves achar que é mais giro que eu nesta pose.
Kaka (Brasil): Sou tímido demais para ser fotografado em boxeres.
Donovan (Estados Unidos): Deixa cá ver porquê…
Muntari (Gana): Hihihi… estás mesmo a jeito para mim…

Neste seguimento de referir que, até ao dia que C. R. se decida a experimentar uma relação com um homem, vai continuar a saltar de galinha em galinha (com o devido respeito, não também não morro de amores pelo gajo…) e segundo palavras da irmã: o nosso filho vai ser o sucessor de C. R. (eu acredito no Pai Natal! E ela em que a sorte bate sempre duas vezes, se calhar não…)
Mais uma do futebol, anda a circular uma fotografia pela internet e pelos órgãos de comunicação de dois futebolistas do Barcelona que depois do treino resolveram tocar leve e sensualmente as suas mãos. O gesto foi bonito e teve o seu quê de emotivo – olhem as lágrimas a escorrerem-me pela face – não percebo porque causou tanta escandaleira. Até parece que o mundo de desporto tem de ser completamente frio a nível de sentimentos ou que os desportistas não podem ter as suas carícias – quem eu acariciava sei eu…
Veja-se que Platão no Banquete afirma que podem existir experiências entre homens. E não podemos esquecer que a ginástica e as actividades físicas faziam parte do dia-a-dia. Sinceramente! A propósito disso, um jovem desportista da Nova Zelândia, um tal de Blake Skjellerup assumiu a sua homossexualidade. Dou todo o meu apoio. Todo o que ele quiser... acho que no mundo do desporto as coisas são demasiado “armarizadas” e há que desmistificar aqueles balneários másculos onde se fala de gajas. Por favor… eles só vêem gajos nas competições…
Nem acredito que já falei tanto de desporto…

Moda. O segundo ponto da minha tentativa de dizer algo com algum sumo, ou não… está lançada a campanha da A|X Armani Exchange. Uma autêntica feira de exotismo. Pitéus com muita ou pouca roupa adequados a todas as ocasiões e quase prontos a comer numa ilha tropical próxima de si. As formas são muito (a)EróDinâmicas e as poses muito pouco clássicas, mas muito eficazes na condução da coisa. Para mais detalhes o moço que me contacte.
Falando em contactos… o contacto que não me apetecia de forma alguma ter perto é de Sua Santidade que para mal dos meus pecados vai colocar a cidade de Lisboa, Fátima e Porto em alvoroço com gente a agitar bandeirinhas brancas e de outras cores ao ver desfilar um gajo em túnica branca e sapatos de cor vermelha semelhantes aos de Dorothy no filme O Feiticeiro de Oz. Nada de confusões que Sua Santidade não irá dar a mão ao João Soares, nem o pé ao José Rodrigues dos Santos nem deixará fugir os Carvalhos e os Simões. Para mais esclarecimentos relativos a esta piada tentem fazer rimas dos nomes com partes do corpo…
O que mais me deixa escandalizado é as medidas exageradas de “segurança” que vão ser tomadas, como tirar os caixotes do lixo da rua, parar o metro, mas a toda a força o Papa tem de seguir no seu móvel pela Avenida da Liberdade acima e a pouco vapor até ao aeroporto.
Vou pensar nesse dia em andar longe… mas nem sequer posso ir tentar engatar em muitos dos locais desta cidade; veja-se a feira do livro que se encontra no Parque Eduardo Sétimo, a zona da Baixa lisboeta cheia de fervorosos religiosos… não há pachorra!
Estou mesmo a precisar de umas férias com um livrinho ao pé de mim…
A propósito de livros. Não sei se já leram a Ode Marítima de Álvaro de Campos. Se o fizeram, não sei se tiveram a mesma impressão que eu, mas o poema é altamente erótico. Para mais veja-se referente a um ataque de piratas: “Tomar sempre gloriosamente a parte submissa / Nos acontecimentos de sangue e nas sensualidades estiradas! […] Ah, o orvalho sobre a minha excitação! / O frescor nocturno no meu oceano interior! / Eis tudo em mim de repente ante uma noite no mar / Cheia de enorme mistério humaníssimo das ondas nocturnas / A lua sobe no horizonte / E a minha infância feliz acorda, como uma lágrima, em mim.”
E é de piratas que termino por hoje. A fazer uma referência ao facto de que a marinha portuguesa não vai participar no combate a pirataria por não haver verbas suficientes para isso. Este país anda mesmo em crise… Os piratas é que não, num assalto a um gajo, o amigo do assaltado (o actor Jonny Depp) tentou defender o amigo e o assaltante com uma garrafa partida na mão recusou-se a magoar o Jack Sparrow. Até os assaltantes estão em queda…
Ok… fica a GayChoice de agora…

Qualquer sugestão de assuntos, notícias bizarras pode ser enviadas como comentários ou para o meu mail: starl45@hotmail.com com uma identificação qualquer em referência a este blog.

Thursday, April 29, 2010

aqui vai mais uma caldeirada

Emir Kusturika, José Socrates e Miss Maxmen 2010. Tarefa difícil. Vou tentar achar uma relação e a tentar explicar.

Comecemos pelo Emir. Realizador europeu de leste que virá a Portugal com a sua banda daqui a uns meses e fez um filme chamado “Gato Preto Gato Branco” de comédia. Antes de mais referir que adorei o filme, em especial do porco que durante o filme esteve a comer um carro. Emir teve a genial ideia de criar um novo conceito de relações entre duas pessoas. Depois da moda dos casamentos por conveniência, onde um dos dois chula o outro, temos os casamentos por Inconveniência. Nestes as coisas são um pouco mais complicadas de explicar, mas será um casamento que não convém aos dois fazer. Em Portugal os casamentos entre dois homens não são permitidos por lei (olhem-me a ficar com pose intelectual) mas já vão havendo ajuntamentos por inconveniência a serem realizados em Portugal.
Um pequeno aparte, disse o casamento entre dois homens porque o casamento entre homossexuais é permitido por lei, eu só tenho é de me casar com uma mulher, mas se casar com uma lésbica estou a ter um casamento entre homossexuais… A língua portuguesa tem muito que se lhe diga.
Voltando ao Emir. Um gato preto e um gato branco andam os dois juntos o filme todo com patos a fugir por todo o lado e homens a cair em fossas e pessoas que estavam mortas a ressuscitar – além do porco a comer o carro. Em Portugal existe a mesma barafunda, existem pessoas a fugir ao fisco de um lado para o outro, a mudarem de emprego, pessoas que morrem aparentemente, vai-se lá saber porquê e outras a casar sem quererem, foi o que aconteceu entre José Sócrates e Passos Coelho – aqui está mais um animal, ou dois, isto não era para dizer?... Desculpem parece que alguém andou a escrever coisas no meu teclado que não eu. Eu estava a dizer que o nosso primeiro-ministro esteve em reunião amigável com o partido da oposição e saíram os dois a dizer bem um do outro. Que se terá passado? Faço segunda votação neste blog para que os leitores imaginem as coisas passadas em São Bento entre os dois. A segunda depois da votação em relação ao papel sexual do R.M.
Para os que lêem o meu vómito pseudo-intelectual e que gostam de mulheres já vamos à Maxman. A revista que sabe o que os homens gostam, eu acrescento: alguns…

Falando em animais – Vamos lá a ver como é… a arca de Noé! – uma cabra é apanhada a roubar um carro. Nada que não seja fora do comum, todos os dias vemos vacas loiras a roubar os carros dos maridos. Algumas delas com e outras sem cornos, é à escolha. O que é invulgar nesta história é que a cabra que estou a falar não é humana… presa por ter sido apanhada em fuga com um carro de atrelado. Já nem os animais podem entrar no céu. Este mundo está mesmo mau.
Quem também não anda nada bem é o futebol português que a acompanhar a crise colocou bilhetes para o jogo entre o Sporting de Braga e o Paços de Ferreira a ZERO EUROS!
Entra Quique Flores – que nome mais apaneleirado – a dizer: “Estar às portas de duas finais na mesma época é algo que pode não voltar a acontecer nos próximos anos.” Muito positivo sem dúvida. Tens cara de betinho mas precisas de umas aulinhas de linguagem positiva.
Quem também precisa de umas aulas mas de electrónica é uma mulher alemã que chamou a polícia para vir investigar uns barulhos estranhos que se andavam a passar em casa. A equipa da polícia descobre que não é mais nem menos que um vibrador num armário esquecido a gastar pilhas…
Que mais dizer…
Ah! Uma outra mulher – esta foi tão rebuscada que até a mim me doeu, terá sido por causa do vibrador? – será eleita a mulher da maxmen. A figurar na capa e tudo. Por mim o júri não deveria ser composto por homens heterossexuais, mas antes por gays. No dia que for júri de um concurso desses e houver uma mulher que me faça desejar deixar de ser gay, essa será sem dúvida uma Miss Universo, uma mulher que até gays consegue levar para a cama. É costume dizer que não voltamos atrás…
A minha boca já está com um sabor desagradável, já nem com uma garrafa inteira de Listerine volta ao puro e casto. É mesmo melhor ficar por aqui, senão nem sei… só lá vai com uma rebarbadora.

Wednesday, April 28, 2010

Outra GayChoice

Esta semana tem sido produtiva a nível de eventos. Ressaca do 25 de Abril. Greve nos transportes. Aniversário do Youtube.com. Igreja católica… Começo por esta última. Parece que certos iranianos acharam destroços do que parece ser um barco que transportou animais em casalinhos e seres humanos. Queria com isto o Criador destruir tentar destruir as nossas tendências… Se o barco será mesmo a Barca do Noé, eu tenho as minhas dúvidas mas deixemos os exploradores ganhar a sua quota-parte de dinheiros que ninguém se chateia muito.
Ao falar na arca lembro-me que seria interessante arranjar um compartimento para preservar os mais belos homens do mundo e os mais inteligentes, pode haver uma bomba que faça estragos suficientes na humanidade para ser necessário repovoar o planeta. Falando em homens giros, está para começar mais um Estoril Open, essa bela catedral dos Homens Lacoste e Lotto de raqueta a bater em bolas. A notar que os cartazes têm como cenário anjos e cavaleiros de unicórnios meio despidos com caras de pujança (misto de sofrimento, violência e prazer), sempre gostei de anjos, os bons e os maus…

Mas volto às religiões, abandonando as inundações e mergulhando nos terramotos. Depois de um líder islâmico ter afirmado que as mulheres que “vestem” decotes são responsáveis pelo aumento dos terramotos no planeta, houve quem criasse uma campanha no facebook.com chamada boobs-quake (algo como mama-remoto) a solicitar que mais mulheres andem de decotes a ver se haverão mais terramotos… O homens estão sempre excluídos destas poucas vergonhas… veja-se que se fossem os homens com roupas provocantes teríamos algo como pixa-remotos… Questiono-me quem será parvo para acreditar que meia dúzia de mulheres a amostrar um pouco mais que o “adequado” será um terramoto, eu sempre ouvi dizer que certas mulheres eram furacões, nunca maremotos…
Prefiro os calções curtinhos dos atletas masculinos…
E já que refiro a internet, como acima indiquei, o youtube.com fez cinco anos, poucos dias depois dos cinco anos deste blog. Eu não tenho muitos visitantes como o youtube.com mas ainda vão ver que isso é bem melhor.
O nosso amigo youtube.com mostrou esta semana um vídeo de grande furor (além dos vídeos de Lady Gaga) um que se refere à sessão de luta livre no parlamento da Ucrânia onde quase tudo valeu menos tirar roupa. Ora pois que tirar a roupa foi o que fez o nosso amigo Ricky Martin a mostrar o seu “virginal” corpo. Será ele activo ou passivo? Se calhar é versátil… Bem que poderia fazer uma votação neste blog sobre isso. Como o blog não é para maiores de 18 e pouco é visitado acontecem duas coisas: posso dizer o que quiser, e dar-me a certas regalias que os meus compadres youtube.com e facebook.com não podem fazer. Digam-me qual a probabilidade de vir a ser processado pelo próprio Ricky Martin.
Voltemos aos assuntos sérios. O sexo não interessa a ninguém (mas começo a imaginar o que fará o Ricky Martin na cama), muito menos interessará aos parlamentistas ucranianos que preferem as demonstrações de virilidade a baterem umas punhetas. A lembrar que o bacalhau é o peixe mais erótico: com ele chupa-se a cabeça, molha-se o rabo e fazem-se punhetas (como será o R. M. a bater uma punheta). E continuando com a gastronomia, de referir que os apreciadores de comida mexicana bem podem ficar com saudades de guacas moles pois o México está em grande risco de gripe A. Chegam atrasados… tão atrasados como Portugal que, afirmam os especialistas, poder ser o próximo país a entrar em bancarrota. Eu acho que nunca saiu dela. Última notícia, o nosso primeiro-ministro está atento… a quê, não sei. A greve dos transportes passa-lhe ao lado e o 25 de Abril foi de fugida.
Talvez esteja atento a “meninos” licenciados a fazerem estágios em sua casa de seis meses para inserção no mercado de trabalho. Seis meses de preparação!!! Devem sair profissionais.
Sem mais assunto para já me despeço – fico cansado de tanta barbaridade. (Estou mesmo a ver o R. M. a met** algo num sítio obscuro do seu corpo. Só de imaginar…)
Bem, It’s a GayChoice por hoje.

Thursday, April 22, 2010

Neo-sexualidades, Amy Winehouse e Shrek... grande salada russa

Começo por referir que o mundo anda maluco; e não apenas o estado do tempo.

O ser humano tem um fascínio muito particular em nomear as coisas todas. Se pensarmos que no século XVII um dos principais tempos era o coleccionismo de animais e plantas e objectos de tribos ditas “menos civilizadas” não será de estranhar que nos dias que corram, descobertas todas as ilhas que povoam os mares, todos os estranhos povos, os objectos mais bizarros que a história da humanidade criou, nos contentemos em dar nomes a todo o tipo de comportamentos que nos cercam. Comecemos por referir os amantes gregos masculinos eromenos e erastes, referidos no Banquete de Platão, até às posições descritas no Kama sutra, o mais antigo dicionário do sexo.
No século XVII, também, houve quem pensasse em verificar um certo tipo de comportamento recorrente entre homens ao nível sexual e denominar esse comportamento como um tipo particular de filia. Mais tarde esse desvio viria a ser conhecido como homossexualidade.
O que mais me espanta nos dias que correm é a procura mesquinha por nomes relacionados com comportamentos que até há bem pouco tempo ninguém se importaria. Veja-se o caso dos metrossexuais – homens com alvará de gays mas que não exercem a profissão, alguns. E se este termo já tem sido muito referido por causa do nosso amigo Cristiano Ronaldo, que dizer de termos como retrossexual. Estes homensinhos não são os que andam de retro, feitos bichinhas passivas, mas aqueles matulões que vivem nos dias de hoje com o pensamento da Idade da Pedra, seja em aspecto, seja em mentalidade, crentes fiéis de que a mulher (para eles nada de paneleiragens) é forte e duro, sem vaselina nem beijinhos para cá e para lá. Temos num outro patamar os tecnossexuais, aquele grupo de pessoas que utiliza todo o tipo de novas tecnologias para andar bem a nível sexual. Compreenda-se que isto inclui ter um telemóvel da última geração com ligação a todas as redes sociais, um computador 24H non stop ligado à net, bluetooth ligado e pouco ligar ao culto do corpo. Temos também o alphassexual, aquele indivíduo que quer a todo o custo o poder, seja de lideranças, seja de “condução” de uma relação para andar bem a nível sexual… eu acho que ainda existem os cirurgicossexuais, os que andam de hospitais em hospitais em busca dos melhores reparos para ter aquele corpo invejável sem andar a malhar horas e horas no ginásio e se fartar de suar.
Perante tanto homem-sexual, os heterossexuais, homossexuais ou bissexuais parece que passaram de moda…
E falando de homens em ambientes muito sexuais, que dizer das prisões, esses antros de perdição da masculinidade de muito machão com manias de superior e que em questão de três tempos fica a piar baixinho por ser enrabado pelo chefe do sítio ou por polícias com ar de superiores… Deve ter sido por causa disso que um jovem desportista se suicidou quando foi preso após ter confessado a morte da mulher – cá por mim não se deu bem com a apanha do sabonete!
E pensar que tanta gente complica o sexo…
Falta-lhes experimentar coisas novas…
E falando em coisas novas… Que dizer da invenção de um motard britânico acusado do porte ilegal de uma arma. Podem perguntar que fez ele. Eu respondo: colocou um lança-chamas na parte traseira de uma scouter. Este mundo é mesmo bizarro! Resta saber se não era mais barato comprar uma mota mais potente, se era a adrenalina da velocidade que o deixava maluco.
Uma outra coisa completamente amalucada que me dei conta foi do facto de haverem pessoas que gostam de cair sempre nos mesmos erros, eu gosto de cair sempre em homens giros, por outro lado Amy Winehouse gosta de cair sempre em alguém que lhe forneça a sua adega (Winehouse em inglês) com drogas pesadas, segundo dizem as revistas de fraco interesse. Devo dizer que o que acho interessante neste caso é que essa senhora (não sei se usei a expressão correcta, fica para uma votação) mantém a sua originalidade em termos de estilo próprio, um pouco semelhante ao nosso Jorge Palma, adora actuar completamente alterada.

Um dia destes mordo-me a mim mesmo e depois… quem é que vai continuar este blog?
De qualquer modo enquanto durar, vou usando o meu veneno, a minha testosterona e a minha veia talvez-poética para continuar a escrever baboseiras neste espaço. Já agora, notaram que tenho contos eróticos neste site e ainda não se encontra bloqueado para menores de 18 anos? Será que um dia me acusam de andar a ensinar criancinhas coisas indecentes? Será que isso faz de mim pedófilo? E será que a pedossexualidade está na moda? Mesmo a terminar… será que o facto de andarem a meter o Shrek a fazer sexo com humanos não será uma forma de sexualidade dos desenhos animados? As coisas deste mundo.
Só me resta despedir, os cumprimentos da lei, sem mais assunto
It’s a GayChoice

Monday, April 19, 2010

É verdade!... depois de ciclones e vendavais, cheias e tremores de terra, o mundo acordou com vontade de se vestir de cinzento e pedir ao limpa-chaminés o favor de ficar em casa.

Isto que o diga, não apenas os islandeses, onde um vulcão resolveu cuspir uma enorme nuvem, mas vários europeus que viram os seus projectos de entrar no espaço aéreo fracassados. Também se pode queixar no nosso Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que por ter de vir alojar-se nos seus aposentos de Belém e ver que a nuvem de piroclastos vulcânicos o impedia de regressar a casa, resolveu-se a atravessar o espaço entre Praga e Barcelona numa Road Trip muito divertida,segundo me quis parecer.

De qualquer modo, aconselho o nosso presidente a ter mais cuidado a quem ele oferece boleia. Como é citado no jornal Metro, "Cavaco deu uma boleia a seis crianças que foram a Praga numa visita de estudo." É que nos dias que passam seria conveniente ter cautela com as crianças. A meu ver elas deviam ter uma etiqueta a dizer: "Brinquedo proibido a maiores de 18 anos, esperar que amadureça". Fica o conselho, não vá acontecer-nos o mesmo que aconteceu com dois futebolistas da selecção francesa que se viram acusados de ter pedofilia e ligação a uma rede de prostituição infantil. Estas crianças só nos dão trabalhos.

Se forem mantidas as tendências, além do cinzento, a exploração de menores volta a estar na ordem do dia que não podem trabalhar para arranjarem dinheiro, então colocam-se a fazer teatrinhos de miúdos muito traumatizados pelas experiências sexuais de que foram vítimas. Convenhamos que nesta moda Portugal já anda na berra há muito tempo - volta Carlos Cruz estás perdoado!

E falando em cinza, termino com uma referência às passerelles. Fica a sugestão:

Saturday, April 17, 2010

Ok... vou falar da igreja!

Cada um sabe de si e Deus sabe de todos...

Assim começo este assunto que tanta volta tem dado não só em redor da Igreja de São Pedro, mas também em todo esse mundo por serem "poucas vergonhas" exibidas a torto e a direito. O assunto não é que seja novo e em parte escandaliza muitos fiéis porque como é referido nos cânones da própria igreja, os padres devem manter os votos que fizeram, nomeadamente os votos de castidade e pobreza. Estes dois por diversas vezes foram violados e sempre com escândalos enormes. Nem a própria ficção se ficou atrás, vejamos o livro Justine do Marquês de Sade, ou o nosso bem português Crime do Padre Amaro. O tema da falta de castidade não é novo. Que falar mais sobre este assunto...

E de quem é da culpa?
Não se pode dizer que é da igreja, como disse, apenas Deus sabe de todos. Não se pode culpar Deus, porque estranhos são os seus desígnios, e é o Todo-Poderoso. Não se pode culpar o papa, ele não cometeu o crime, não se podem culpar as pessoas que sofrem porque coitadinhas, umas mais outras menos, sofreram com tudo aquilo e muitas lágrimas chorarão o resto das vidas com isso. Apenas podemos culpar os padres que o fizeram, e com os culpados vêm todos os padres e a fragilidade de uma poderosa instituição religiosa. Cá por mim a culpa apenas deve ser atribuída a uma única entidade: a internet. Se não fosse a internet, os primeiros vídeos não teriam sido divulgados em avalanche exponencial.
Agora surge um outro problema. Como pode a Igreja Católica mover uma acção em tribunal contra a internet por difamação dessa virtuosa comunidade eclesial. Por isso a igreja apenas pode culpar quem meteu os ditos vídeos na internet, ou quem permitiu que fossem publicados. E se quem os meteu foram pessoas que sofreram os "abusos" então teremos um maior problema porque a entidade sofredora de uma calúnia afinal estaria a mover uma acção contra as pessoas a quem pretende pedir as mais sinceras desculpas. Assim sendo, para mostrar dinamismo, metamos a questão é águas de bacalhau e esperemos que Deus faça tudo pelo melhor.

Como se não bastasse no palco das vedetas "vítimas" de escândalos sexuais na casa branca, uma das figuras mais proeminentes na sucessão do trono de Pedro seria alguém que teve a infelicidade de fazer tornar pública a sua vertente pouco pura e casta. Como se isto não bastasse, entra em palco um Macduff do Macbeth de Shakespear que pretende resolver o assunto pela raiz exigindo a demissão deste possível sucessor de Pedro. Se o santo soubesse em que voltas andaria a sua igreja, não teria sido a sua pedra angular.
Onde entra a comunidade de que faço parte em toda esta trama digna de uma novela mexicana? Entra agora a dizer ser inaceitável estarem a "confundir" a homossexualidade na Igreja com as práticas pedófilas (palavra tão feita, só me lembra o 1,2,3), tal como se quer em todas as delirantes voltas e reviravoltas dos movimentos associativos referentes a questões de sexualidade.

No meio de tudo isto como ser um gay religioso? É uma questão complicada, não vamos ser nós acusados de sermos pedófilos antes mesmo de termos mirado de longe o coro de jovens cantores da Abadia. E que dizer mais disto... Apenas Deus sabe de todos e cada um se meta na sua vidinha!
Bem... It's a choice de hoje....

Saturday, April 10, 2010

vê a minha sombra


Imagem de Jan de Praga



vê a minha sombra
voar entre os plátanos
esquecidos das suas folhas
a escutar o canto do gaio

já não sei ver-me
porque me vês ainda?
como é teu ver-me
assim tão acabrunhado?

o teu olhar fustiga-me
insistentemente a calma
que me cerca para ficar só
com a minha vontade

Tuesday, April 06, 2010

Happy Birthday to you




São já 5 anos de volta deste GAYCHOICE. Mas aconteça o que acontecer haverá sempre a gay choice.

Monday, January 25, 2010

Mais um capítulo do seguimento erótico

A casa branca onde entrámos era como um pequeno palacete onde duas estátuas do gigante Atlas suportavam, em vez dos céus, o segundo piso que era mais avançado. No interior já avistávamos algumas pessoas de um lado para o outro, mas o forte juntava-se no jardim das traseiras junto da piscina e no jardim.
Havia um pequeno bar junto da piscina com todo o tipo de bebidas e cocktails, haviam toalhas para que resolvia dar um mergulho, havia um dj a passar música mais junto da casa.
Brian juntou-se a mim e segredou-me meia dúzia de informações sobre as pessoas que estavam junto da piscina. Uns eram actores, empresários, estudantes haviam muitos, outros trabalhavam em bares, ou eram acompanhantes de luxo, havia de tudo um pouco.
Regra comum: todos tinham no olhar uma forte carga sexual pronta a explodir. A verdade é que eu ainda não me habituara à ideia de estar naquele lugar cheio de rapazes bonitos, pronto a entregar-me e a ser servido numa festa daquele tamanho. Estariam presentes talvez umas trinta pessoas.
Simon pôs o braço em cima do ombro e sugeriu que fôssemos pedir uma bebida para se entrar dentro do ambiente. Perguntei ao barman que cocktail ele me aconselhava. Ele não me disse o nome e serviu-me um copo cujo interior tinha algo de cor azul com um outro líquido de cor mais amarelada. Apenas tinha dito que gostava de bebidas doces. Simon disse-me que o conhecia e que era do tipo de pessoa que olha para os clientes e sabe o que deve servir-lhes. Dizem que querem algo forte, ou algo doce, ele topa o que servir e são raros os casos em que erra.
Ele não era feio, nem seria dos mais feios – na minha opinião – que estavam na festa. Era alto, não era musculado, nem tinha particular preocupação em ganhar músculos, cabelo castanho escuro espetado, olhar profundo. Olhava-me nos olhos de uma tal maneira que diante dele me sentia completamente nu. Calças brancas, camisa havaiana e colar de flores.
A bebida caiu-me bem e comecei a olhar para a festa de forma diferente: em vez de me sentir perturbado pela possibilidade de ver exposta a minha tesão, comecei a olhar para quem estava à minha volta a ver quais seriam as presas para o meu apetite e a começar a conhecer este e aquele. Simon conversava ainda com o barman, tenho em minha ideia que os dois tinham um interesse mútuo um pelo outro um pouco ocultado do resto das pessoas. Ficavam interessantes um para o outro. Eu olhava para eles a tentar imaginar os dois na cama.
- Então e vieste de onde?
Um rapaz dos seus vinte e poucos anos despertara-me o interesse e começámos a conversar com outras pessoas a meter-se pelo meio.
- Vim de Viena, onde tenho estado a viver, mas nasci na Itália. Os meus pais viajavam muito e nunca ficávamos muito tempo numa terra.
Disse lhe que trabalhava num jornal, cujo nome que lhe disse não me recordo, e estava agora de férias. Gostava de conhecer sítios que normalmente não eram os mais procurados.
- Espero que estejas a gostar.
- Sim, bastante. É uma cidade costeira relativa¬mente pequena mas tem um ambiente agradável.
- Nasceu de várias pessoas que ganharam dinheiro e resolveram criar uma estância de verão um pouco reservada de turistas de classes mais baixas.
Na verdade ainda naquela altura se notava que o forte dos habitantes eram pessoas de classes endinheiradas ou com fama e que queriam um lugar para elas sem grandes misturas.
Peter nascera ali perto e estava a estudar na Engenharia Industrial a cerca de quarenta quilómetros. A meio desta conversa para nos conhecermos levantou a sua perna direita para a pousar entre as minhas duas. Ainda me disse que já não morava com os pais e que estes o tinham posto fora de casa. Assim que se viu sozinho resolveu começar a trabalhar para pagar o resto dos estudos, e as despesas não eram assim tão pequenas. Contra a sua vontade inicial decidiu que a maneira mais fácil de conseguir dinheiro em pouco tempo seria através do negócio do sexo. Começou a vender-se pela internet, nunca se expôs numa rua, as¬sediando todas as pessoas que lhe pareciam ter algumas posses e se interessavam por pessoas um pouco novinhas. Funcionara, disse-me ele.
Puxei-lhe o queixo com a ponta dos dedos para junto do meu e apenas lhe segredei:
- E hoje trabalhas ou estás de folga?
- Hoje só trabalho para meu próprio prazer, a minha carteira pode esperar.
O brilho dos seus olhos não poderiam enganar. Queria divertir-se comigo e eu sentia-me bastante envergonhado.
- Queres vir um pouco à piscina?
- Claro.
Abandonei a camisa à beira de água. Procurava Simon com o olhar e percebia que ele metia conversa com o barman e discretamente tocavam as suas mãos.
Peter deu um mergulho e eu segui-o. No meio da água parou de pé e beijou-me. A minha mão deslizava pela sua anca e descobria um quinto membro endurecido. A sua ponta furava o fato de banho que não estava apertado. Presumi que de propósito... no meu fato de banho o meu pau assumia-se teso e pronto a ser mais excitado e as pontas dos dedos do rapaz no seu interior reforçavam esta ideia. Ele meteu-se debaixo de água e mamou-mo submerso deixando os meus sentidos completamente fora de órbita. Só pensava no estado em que sairia da piscina. Como iria ficar descontraído com aquele mastro levantado.
Os meus receios não eram de todo justificados pois assim que olhei para as pessoas à minha volta reparei que todos estavam tesos, ou em vias disso, apesar de ninguém se exibir abertamente. Nos bancos junto à piscina estava reclinado um gajo dos seus vinte e oito anos com os braços musculados cheios de tatuagens e as mãos deslizando por cima do seu pau que deixava perceber que estava excitado. Um outro rapaz mais novo respondia-lhe fazendo o mesmo. O dos membros tatuados reparou que eu o olhava e passou com o polegar pelos lábios carnudos. Eu chamei a atenção de Peter para o outro. O quarto rapaz mostrou também interesse. Este notava-se perfeitamente que a ideia lhe agradou pois debaixo dos seus speedos viu-se que ficou mais que excitado. Via-se o seu membro comprido. Esforçar-se por sair para fora do tecido de licra. O gajo das tatuagens ao notar a excitação virou-se na espreguiçadeira metendo as bordas dos speedos maus para o interior das nádegas, como se as estivesse a expor ao sol.. O rapaz que o olhava mexia agora abertamente no mastro, esforçando-se por o manter dentro do fato de banho.
Pela minha parte não conseguia resistir a que o meu estivesse solto pela água e era acariciado por Peter e por mim. Encostei-me à borda da piscina com Peter atrás e fui observando os outros dois, ambos estavam tesos e quis-me parecer que o rapaz dos speedos começava a ficar húmido. O das tatuagens metia agora óleo pelo corpo, exibindo os seus físico atlético, as tatuagens e o pau entesado, assim como as nádegas redondinhas e prontas a serem separadas por alguém. Ele virou-se de costas para mim e meteu um pouco de óleo nas mãos e curvou o tronco para espalhá-lo pelas pernas e apontava o traseiro de forma provocante ao meu rosto. Chegou mesmo a passar com a mão, estando nessa posição, pelo sítio onde estaria o seu ânus. Pegou no seu boné e afastou-se em direcção à casa.
O rapaz dos speedos também olhou com agrado para o espalhar do óleo. Se já estava entusiasmado não conseguiu disfarçar o seu interesse levantando-se logo ao seguir a ele ter entrado na casa. Eu, logo a seguir fiz exactamente a mesma coisa na companhia de Peter. Pouco me importava que olhassem para o meu pau excitado. Que o desejasse, que o quisessem comer, o que queria era mesmo esse desejo. Por pouco um dos meus tomates saía pelo fato de banho fora e ficava exposto, mas consegui tapar a custo, levando a camisa em cima do ombro, reforçando a ideia de que estava pronto a comer.
O meu acompanhante encaminhou-me para o sítio onde estavam os outros dois a conversar. Chegámos perto deles sem saber bem o que dizer.
- Tudo bem?
Foi o que me saíu. Eles responderam e puxaram a conversa para o que nos unia aos três ali naquele espaço. Sexo.
Em pouca troca de palavras fiquei a saber que o dos speedos se chamava Juan e o das tatuagens Derek. Derrek sugeriu que nos afastássemos um pouco da festa e fôssemos para a praia privada da casa. Segundo me disseram tinham um pequeno cais que era um lugar recatado para a nossa aventura. Aceitámos todos o convite e fomos então, com Juan entre mim e Peter com os braços em cima dos nossos ombros e Derek a meu lado com a mão direita à volta da minha cintura.
Quando chegámos Derek despiu-se e tirou a roupa, ou o que dela restava, a cada um de nós. Estávamos já todos entusiasmados, os nossos pénis apontavam todos para Derek que já estava ajoelhado e juntou a sua boca a Juan. Eu beijava Juan e Peter.
Derek era um americano de gema, lourinho, cabelo à escovinha, pele pouco bronzeada mas não clara. Pau não muito grande mas uma boca fenomenal, tanto para mamar como para beijar.
Juan era mexicano. Cabelos pretos e olhos claros de cor difícil de dizer, parecia que mudavam constantemente de cor. O seu corpo era definido, não tinha um porte musculoso mas notava-se que era jovem e não queria mais músculos do que os que tinha agora. O seu pau era bem comprido, circuncidado pronto para se alçar às bordas internas das nádegas, o que se adequava ao seu sorriso malandro de sexboy, sempre ponto a ter tesão para dar e vender.
A boca de Derek parecia uma almofada acolhedora para a nossa tesão. O seu buraco oral aspirava e desejava como quem beija. A sua língua passava pelo buraquinho que se abria na cabeça do pénis como o faria ao buraco do ânus para o abrir.
O pénis de Peter reclamava atenção e Derek deu-lha passando-lhe a mão enquanto dava mais uma mamadela no pénis de Juan antes de nesse pénis se ferrar com toda a pujança. Peter passava a mão pelo meu peito e beliscava-me um dos mamilos enquanto que Juan lambia o outro. Por vezes os seus dentes juntava-se um pouco para me dar aquela sensação de mistura de prazer com dor e que nunca consegui muito bem resolver o que é ao certo. De qualquer maneira adoro essa sensação... Não sei quanto tempo esteve de volta dele, mas senti que também o mamilo ganhava uma tusa própria. Nos entretanto Derek chupava o meu quinto membro entretento-se com prepúcio, por eu não ser circuncidado, dando uns beliscões pequenos com os dentes que davam a mesma sensação de prazer da junção dos dentes pelo Juan um pouco mais acima. A minha mão passava terna¬mente pela cabeça do porto-riquenho mantendo-o bem junto ao meu corpo e a mão de Peter ainda me passava pelo ânus a estimular os músculos dos esfícteres.
Juan levantou um pouco a cabeça fechando os olhos e abrindo a boca com as sensações que Derek lhe oferecia. Ele como um servente de qualidade não deixava de ir atendendo os clientes que tinha passando com as mãos pelos paus masturbando-os mais um pouco ou pela base do pénis a massajar um pouco a zona. Juan empurrou a minha cabeça para baixo enquanto abria mais as pernas e ao mesmo tempo que Derek lhe mamava o pau, eu lhe mamava o ânus. A ponta da minha língua passava por aquele buraquinho como se estivesse a tocar num ponto quente, muito levemente e logo a seguir uma grande lambidela da base do pau até mais acima do big hole. Os meus dentes também eram usados para lhe excitar tudo aquilo.
A este momento já Derek se achava de gatas com Peter a mamar-lhe o ânus e a preparar-se para lhe oferecer uma penetração.
Eu cuspia no ânus de Juan para lubrificar e também para com o impacto da cuspidela dar-lhe sensações de prazer. O buraco ia abrindo e fechando num compasso de caminho a um futuro orgasmo. Até mesmo a minha língua se não cansava de trabalhar e de meter-se por onde podia meter e tocar com a suavidade de uma longa lambidela ou com a provocação de umas cócegas de toques rápidos. A cada cuspidela mais aberto ele ficava e mais provocante me parecia toda aquela imagem que olhava de baixo. Por vezes passava a mão pelo pénis de Derek que estava bem teso e via-o já a ser penetrado por Peter. Juan parecia querer chorar com o que nós dois lhe fazíamos.
Com o passar do tempo a tentação revelou-se incapaz de ser combatida e ergui a minha arma ao punho para a fazer entrar no ânus deste latino que cada vez mais o tentava abrir afastando as nádegas. Depois de uma primeira entrada deixei que o meu pau visse todo o espaço que tinha no interior antes de roçar por todas aquelas paredes musculosas cheias de nervos ligados ao prazer. Tirei-o para fora e voltei a penetrar e voltei a tirar. Como longas investidas de uma espada no ventre de um inimigo. O seu ânus acolhia cada investida minha com uma mistura de quente acolhedor e força em apertar a entrada e lhe dificultar a entrada. Eu ardia cada vez mais com tudo aquilo e as investidas não perdiam a intensidade mas são saía daquela casa tanta vez e buscava o interior mais profundo.
Como me era possível ainda o agarrar pelo corpo beliscava os mamilos e o chegava a elevar pelos ombros. Derek não se cansava de mamar aquele pau com a sua boquinha apertando-se e sugado a glande vermelha do sangue da tesão que Juan sentia.
Derek propôs que eu me sentasse com o Peter à minha frente de forma a os nossos mastros poderem ser juntos numa mesma mão. Peter e eu voltámos a beijar-nos e Juan batia-nos ao mesmo tempo. O gajo das tatuagens afastou-nos aos dois e beijou violenta-mente cada um de nós antes de se pôr no meio e fazer entrar as duas vergas no seu interior. Sentir aquele prostituto em dia de folga junto a mim e de um outro a fazer-se penetrar por nós dois foi indescritível, uma espécie de Olimpo de prazer.
Juan também se juntou à festa a ser mamado pelo gajo que figurava no meio da cena. O escorpião que Derek tinha tatuado na virilha apontava para um mastro bem teso que, feito caixinha de dar e receber tesão, a guardava naquele apêndice bem feitinho toda a potência do acto que juntávamos naquela cena.
No que me toca fechava os olhos e sentia que mil estrelas se pegavam á minha pele queimando-me cada terminal nervoso. A fúria da pujança das investidas do nosso centro de mesa eram cada vez mais provocantes e eu disposto a ceder da minha força masculina para lhe dar tudo o que quisesse. Havia muitos minutos que durara a minha vida até então, mas aqueles pareceram-me dos mais intensos. Tinha diante de mim um leão e um jaguar a pedirem prazer.
As minhas forças eram todas testosterona feita e injectada no meu pau com a potência de um cavaleiro em luta pela amada. Não havia paixão, mas um sentimento da maior pujança carnal a elevar-nos pelas escadas celestiais até aos píncaros do possível de sentir. Maior intensidade não sentíamos porque se tal nos acontecesse talvez morressemos de algo que o nosso cérebro não podia processar e os nossos canhões investir. A dureza do meu era um diamante diante de uma estátua erecta que passavam pelo canal de constrição.
Peter estava quase a vir-se e Derek saíu de cima dele e Juan ofereceu-lhe o seu cu para que se viesse nele. E Derek me oferecia a sua boca para continuar o serviço de folia oral. Todo o vinho em que se convertia o meu suor aumentava a tesão e a embriaguez do meu espírito pronto a deixar esta face terrena e visitar uma outra mais vertiginosa. Peter veio-se como eu cuspira para aquele buraco que se abria e fechava de contentamento pelo que lhe faziam. Depois de Peter fui eu a vir-me na cara de Derek que não se fez rogado para fazer roçar o seu pénis nas nádegas húmidas de Juan e ele mesmo molhadinho do sémen de Peter se vir. Por fim por todos levantámos Juan pelos braços e metíamos os dedos no cú e o masturbávamos até ele chegar ao orgasmo.

A lembrar mais um aniversário


A verdade é que assim como eu escrevo e gosto que as pessoas comentem o que escrevo (o bem e o mal) assim também me sinto na obrigação de lembrar outras pessoas no dia do seu aniversário. Tal como aconteceu com Al Berto, coloco agora um post it com o aniversário de Virginia Woolf, nascida a 25 de Jaaneiro de 1882 em Londre e morre a 28 de Março de 1941 suicidando-se no rio Ouse. Entre as várias obras que poderia escolher dela seleccionei a sua carta de despedida:
"Querido,
Tenho certeza de estar a ficar novamente louca. Sinto que não vamos conseguir passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não me consigo concentrar. Portanto, estou a fazer o que me parece ser o melhor a fazer-se. Deste-me muitas possibilidades de ser feliz. Estiveste presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não consigo mais lutar. Sei que estou a tirar um peso das tuas costas, pois, sem mim, poderás trabalhar. E vais, eu sei. Repara, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que é a ti que eu devo toda minha felicidade. Foste bom para mim, como ninguém poderia ter sido. Eu queria dizer isto - todos sabem. Se alguém me pudesse salvar, esse alguém serias tu. Tudo se foi para mim mas o que ficará é a certeza da tua bondade, sem igual. Não posso atrapalhar tua vida. Não mais. Não acredito que duas pessoas podessem ter sido tão felizes quanto nós o fomos.V."

Friday, January 15, 2010

mais um pouco do seguimento erótico

À porta da casa de Simon esperava-nos uma limu­sine de cor branca e pelo vidro escurecido que fora aberto um rapaz dos seus trinta e cinco anos mostrou o seu branco sorriso.
- Estão para se demorar? Ainda tenho de ir buscar mais quatro pessoas a suas casas.
Apressámo-nos a entrar e fomo-nos sentar junto ao dono daquele carro. Ele disse-nos que éramos os que ficavam mais em caminho de ir buscar, que não gostava de andar por aí a passear a sua “banheira” pela localidade. Eu e Simons achámos que seria fan­tástico passear pelas ruas da cidade com aquele mag­nífico carro.
- De maneira nenhuma. Como andam as pessoas a conduzir... prefiro andar com ele apenas em ruas fora da cidade. Um pouco de champanhe?
Um pequeno alçapão foi aberto para exibir um balde de gelo com duas garrafas de champanhe e co­pos vários no meio do gelo. Disse-nos ele que gostava de tratar bem os seus convidados, em especial os que não o conheciam. O seu nome era Jason. Vestia um pequeno colete branco de linho com alguns frutos pintados e um fato de banho amarelo e verde. Reparei ainda quando se inclinou para o champanhe que tinha uma tatuagem de um dragão na omoplata. Como ele nos disse, as sua casa apenas servia para dormir, fazer festas e pouco mais. Em especial nos tempos de ve­rão. Todo o resto do tempo servia-se de uma outra casa mais modesta e mais prática que aquela. Em breve ligaria para um outro rapaz a dizer que chegaríamos a ir buscá-lo. Meio dito, meio feito. A sua casa era junto à praia com vista para o mar. tratava-se de Brian, um rapaz porto-riquenho com aspecto de rebelde actor de filmes pornográficos. Tinha o cabelo um pouco curto uma pêra no queixo aparada rente. O seu braço direito estava preenchido com algumas tatuagens de flocos de neve e nas costas se desenhavam umas chamas pele bastante bronzeada e no pescoço um fio com alguns dentes de tubarão. Apenas trazia vestido um pareo havaiano, por baixo dele não tinha nada. Com ele vinha também um rapaz bem interessante dos seus vinte e poucos anos, com ar de colegial, não completamente certinho, mas que se via ser pés assentes na terra e ao mesmo tempo alguém que gostava de viver enquanto era vivo. Cabelo castanho, calções de ganga bem pequenos e curtinhos, por cima vinha apenas levando o creme bronzeador, mostrando-nos que apesar de não ser frequentador diário do ginásio, não se desleixava.
Dos dois que estavam a entrar, Brian era, como bem se pode supor, o mais atrevido dos dois, pois além de muito provocante o seu trajar, que por vezes exibiria uma perna bem esculpida, tal como uma mu­lher elegante mostra pelo seu vestido de gala uma elegante coxa. Brian fez questão de ao entrar quase roçar com a anca nua pela nossa face. Deu para ver que ele teria mais tatuagens pelo corpo mas não per­cebi o que eram.
Jason mandou o carro seguir. Se antes fora difícil conter-me, agora muito menos e dei a entender de um modo discreto que algo me crescia entre as pernas. Ele sorriu e deu-me a entender que a ele acontecia o mesmo.
A seguir entrou mais um rapaz da minha idade lourinho que dava pelo nome de Alex. Nascera no Ca­nadá e viera para ali à procura de um trabalho na área do espectáculo. Trabalhava agora como animador de um bar. A pele era clara e cabelo à escovinha, olhar furtivo como que a perceber constantemente quais se­riam as suas presas, ou se estava antes a ser caçado. Era um bicho que nascera no mato e que viera para o mundo citadino à procura do Apolo que havia em si e descobrira que o tinha e que poderia aproveitar-se dis­so. Notava-se que era rico e apenas trazia um fato de banho grande, mas como certas embalagens de ali­mentos: de abertura fácil, era só puxar.
A última pessoa a entrar na limusine foi um jovem com cerca de trinta anos cabelo rapado, t-shirt de mangas cavas roxa e uns calções verde tropa. De to­dos os que estávamos no interior era ele o mais vesti­do.
- Se soubesse que viriam já todos aprontados para a festa avançada, eu teria entrado neste carrinho sem roupa para todos os paparazzis que me têm andado a cercar.
- Desde que participaste naquele épico nunca mais tiveste sossego.
- Já não posso andar na rua como vocês, o que muito me desagrada.
- Se eu fosse a ti, - disse Jason – não me importa­va e andava como queria.
- E depois via-me todos os dias a ser assediado com fotos em todas as revistas. Prefiro um pouco mais de privacidade.
- Soubeste que o Marc não quis vir por causa do novo namorado dele?
- Sim, agora é rapaz certinho, como se um antigo prostituto profissional pudesse virar monogâmico de um momento para o outro.
Fui me apercebendo que enquanto a conversa en­tre Jason e Ian decorria, Brian foi-me mostrando a mim e a Simon um esboço de sorriso e disfarçada­mente nos deu a entender que se estava a entusiasmar. Segredou algo a Adam que fez com que ele sorrisse também.
- Não façam cerimónia com o champanhe, nos meus aposentos já sabem que estão em casa.
O quebra gelo de Jason funcionara perfeitamente. O primeiro a pôr-se mais à vontade foi Ian, que apesar de ser o mais vestido, seria o primeiro a ficar despido, debaixo dos calções não trazia nada vestido e o seu mastro já se elevava à maré de rapazes que estavam naquele compartimento. Brian levantou-se do banco em frente ao meu e touxe-me um beijo quente e Adam juntou-se ao seu traseiro. O anfitrião também já se ti­nha despido e começara a beijar Ian e a exibir o seu traseiro a Simon que lhe beijava as nádegas. Já se ti­nha livrado das suas calças e eu apalpava-lhe a coxa por dentro do fato de banho para me apoderar de todo o seu interior.
Simon estava completamente enebriado pelo champanhe e pela diversão. Desapertou o fato de ba­nho para que eu lho tirasse, mostrando a todos na po­sição de gatas em que ele estava a curva do seu rabo. A ele se pegou a língua de Ian e as suas palmas abar­cavam os músculos traseiros. Eu colei-me à sua ver­ga, perfeitinha, com a ponta descoberta. Parecia ela um triângulo de toblerone, daqueles que se comem de uma só vez. Ian abriu as pernas e eu deixei que o meu corpo passasse pelo meio deles os dois e a minha mão deslizou para o pioneiro dos pénis da limusine. O cor­po de Simon contorcia-se todo do êxtase que os dois lhe fazíamos, Ian, como uma verdadeira estrela mos­trava toda a sua potência, fazia entrar o seu pau pelo ânus de Simon enquando eu e ele nos beijávamos.
Ian tinha um piercing num dos mamilos que era por vezes motivo de brincadeira de Brian. Brian en­tretinha-se com Adam e Jason com Alex. Os olhares dos quatro iam e vinha entre os diferentes grupos.
A certa altura Simon saiu de onde estava e voltou a dar-me o seu pau a lamber. Iam levantava-me a ba­cia para cima apresentando à sua boca faminta o mo­tivo da fome a saborear em banquete próprio enquan­to eu também me alimentada de Simon. O dono da casa onde estava pegou no resto do seu copo e verteu-o pela barriga. O alcoólico líquido foi escorrendo pela barriga bem definira atravessando os seus vales em direcção ao monte Evereste que era no momento a escada dos deuses até ao Olimpo celeste da minha boca. O gosto do champanhe fez-me ficar ainda mais doido, assim como a empresa de Ian com o seu pau no meu ânus. Ian agora mamava Simon enquanto me fodia, provando dele agora a fonte de Baco, aquele suave gosto em pau gelado.
Jason depois de ter dado uma primeira prova a Ian Entreteve-se logo com Alex, o dançarino do bar que tinha um corpo bastante elástico em virtude dos nú­meros ginásticos que fazia em palco. No banco opos­to ao que eu e os outros dois estávamos Alex era montado por Jason numa espécie de missionário que Alex praticamente se mamava a si mesmo. Por vezes olhava para ele espantado mas o meu prazer era tão grande que depressa a minha vista era turva pelo que de agradável me faziam.
No meio da cabine estava Brian que ia passando carícias por todos os que ali estavam sentado em cima de Adam. Este rapaz heroicamente de joelhos emproa­va uma verga de comprimento avantajado e que mesmo não sendo muito grossa, era na verdade muito dura e de aspecto atrevido. Brian por vezes ajoe­lhava-se também, outras vezes sentava-se e ia ro­dando para oferecer alguns préstimos adicionais a toda aquela companhia.
O carro há um pouco que tinha parado mas nós continuávamos entretidos. Jason foi então trazido para o centro da cabine da limusine, tal como ficara acertado entre nós para receber todo aquele leite que jorraria em breve das pipas daqueles mancebos. To­dos nos cercámos dele com as pilas à mostra mastur­bando-nos uns aos outros, alguns de nós ainda apalpa­vam os cús dos vizinhos assim como os tomates e Ja­son ia dando uma mãozinha a toda a gente.
Brian enfiava-me um dedo no cú enquanto me dava ao trabalho de mão e por vezes mordiscava-me o mamilo. Sem que conseguisse aguentar-me mais sol­tei um gemido largando-me ao orgásmo. Naquele pe­queno instante tudo me pareceu repentino e quase violento, a forma como me agarravam e fodiam, o próprio prazer que sentia era como se estivesse numa viagem de foguetão e apanhasse com aquele orgasmo de chapa na cara. Já não tinha certezas de onde me encontrava nem de para onde me tinham levado.
Ian estava a ser fodido pelo Jason quando se veio para cima da barriga dele e quase ao mesmo tempo Alex vinha-se também para a cara do anfitrião. Um pouco depois ajudei Brian a vir-se e Ian masturbou Adam e Simon e por fim todos ajudámos Jason a vir-se sem que isso fosse muito custoso. As nossas mãos passaram pela barriga de Jason que ainda tinha tusa mas estava caansado. E Brian ainda juntou as suas mãos no pénis dele molhado com o leitinho de todos.
É verdade que estávamos um pouco desalinhados, mas dentro em breve nos compusemos e saímos para a casa de Jason. Este, em vez de sair connosco, foi conduzido pelo motorista para as traseiras onde toma­ria um banho antes de se apresentar na festa.

Monday, January 11, 2010

corpo

Em lembrança do aniversário de al berto, poeta português nascido 11 de Janeiro de 1948 em Coimbra e faleceu a 13 de Junho de 1997. Poeta relativamente pouco conhecido mas cuja poesia eu gosto muito.
A quem ache bem aqui vai um poema servido com um copo de vinho do porto



que te seja leve o peso das estrelas
e de tua boca irrompa a inocência nua
dum lírio cujo caule se estende e
ramifica para lá dos alicerces da casa

abre a janela debruça-te
deixa que o mar inunde os órgãos do corpo
espalha lume na ponta dos dedos e toca
ao de leve aquilo que deve ser preservado

mas olho para as mãos e leio
o que o vento norte escreveu sobre as dunas

levanto-me do fundo de ti humilde lama
e num soluço da respiração sei que estou vivo
sou o centro sísmico do mundo

Al Berto, in 'A Noite Progride Puxada à Sirga'

Monday, January 04, 2010

sei de todas as coisas
que na alma me afligem
e de todos os fantasmas
e quimeras que me seguem
em todo o meu caminho

quanto mais eu sinta
quanto mais eu possa
sentir tudo em cima
desta mesma pessoa
mais eu vivo em mim

e se para sentir eu
a viver tenho de sofrer
pois que sofra de amar
pois a amar eu sinto
a amar sofro também
como todas as pessoas

Saturday, December 26, 2009

conto homo-erótico, a segunda sequela

Depois de uma longa viagem será sempre bom acharmo-nos em uma cidade desconhecia. Descemos do comboio e vemos que tudo em nosso redor é novo e à espera de ser descoberto. Sempre achei que deve­ria fartar-me de viajar, de assegurar que percorreria em dez anos as principais capitais da Europa e que nesse tempo conheceria essas cidades como a palma da minha mão. Sempre achei que isso seria possível e que se me fartasse de andar por estas grandes cidades poderia descobrir alguma pequena localidade. Foi o que fiz.
Durante toda a viagem estive em suores constan­tes, mas agora que saí sinto que devo ter mais que o cansaço como lembrança da viagem: julgo que devo ter apanhado um pouco de febre. Grande mal, pois o tempo está fantástico e eu junto a uma praia adoenta­do. Isso é algo que deveria ser condenado.
Chamo um taxi. O homem leva-me ao lugar onde tinha um quarto à minha espera na rua x. À entrada desse edifício tipicamente dos anos noventa, cor tijo­leira, uma empregada da limpeza mostrava o seu tra­seiro em resultado das escadas que limpava com um pano.
- Boa tarde.
- Boa tarde. Que deseja?
- Procuro o apartamento do senhor Simon
- É no piso quatro. Lamento informar que aqui não existe elevador.
- Não se preocupe com isso. Tenho boas pernas...
- É a porta que fica mais ao fundo.
- Agradeço a informação. Eu julgo que ele estará à minha espera.
- De nada. O meu nome é Elizabeth.
Virei as costas e subi as escadas que ela acabava de limpar. À medida que subia a sensação de uma crescente solidão invadiu-me. Parecia que o escuro era maior. Só no último piso é que a luz do sol tinha alguma função. No piso quatro. Assim que o atingi um corredor se atravessava à minha direita. Assumi que a última porta seria a de Simon. Toquei à campai­nha. Um jovem com quase trinta anos me veio abrir a porta. Tinha um robe de seda vermelho escuro, bem colado ao corpo. Nos olhos trazia o ar de quem se ti­nha levantado à pouco.
- Boa tarde.
- Espero não me ter enganado no apartamento.
- Não, não, eu é que esperava que viesses um pou­co mais tarde. Ontem deitei-me tarde e só me levantei à pouco estava a comer qualquer coisa.
Não sei se o que dizia era verdade ou não, mas não me importei de contemplar o meu inquilino com roupas um pouco curtas no seu à-vontade em casa. Dava impressão de ter um peito liso, pernas sólidas, rosto amigável, ar de brincalhão mas que me dava a impressão de que ele era mais do que mostrava aos outros. Conheci-o por meio de uma rede de quartos disponíveis a alugar pela internet e resolvi pedir infor­mações para algumas terras que achei interessantes de conhecer, Simon foi o único que me mostrou um quarto com boas condições além de o preço convidar a isso.
Vinha um pouco cansado a mais por causa do pe­queno acesso de febre. Simon perguntou-me se estava bem e disse que não fosse esta febre estaria melhor. De imediato me apresentou o quarto e disse para que me deitasse ou descansasse. Se era para ter férias, que as tivesse nas melhores condições, não que aquilo fosse um hotel de luxo, mas ele gostava de receber atenciosamente.
No quarto achei uma mesinha de cabeceira onde tinha um mapa da terra e algumas informações turísti­cas, no guarda-fatos achei uma toalha que ele me for­neceu de cor vermelha escura. Tinha também no quar­to um enorme espelho numa das portas do roupeiro. Também havia um pequeno frigorífico vazio mas em funcionamento. Dentro de poucos momentos Simon batia à porta para me trazer um chá acabado de fazer e com um comprimido anti-gripal, preferia que eu melhorasse o mais depressa possível. Para minha in­felicidade vinha agora vestido com umas calças de ganga e uma camisa um pouco aberta da cor da sim­plicidade. Nesse momento eu estava com as calças na mão pronto a meter-me na cama sentei-me debaixo dos cobertores com o tabuleiro do chá em cima das pernas e tomei-o enquanto Simon virava as persianas para entrar um pouco menos de claridade no quarto.
- Vou agora sair um pouco. Se precisares de algu­ma coisa é só ligares para este número.
Agradeci e preparei-me para dormir um pouco en­quanto ele me saía do quarto. Durante a minha sesta tive estranhos sonhos e, não sei se teria sido do chá ou dos comprimidos, mas a verdade é que quando acor­dei estava bem melhor. Possivelmente teria sido ape­nas uma indisposição. Assim que me levantei lem­brei-me de Simon. A verdade é que o site de onde tirei este contacto não era gay e eu era um pouco tímido para me fazer a este gajo lindo, não tinha lata sufi­ciente, mas devo admitir que ele me excitava.
Na gaveta da mesa de cabeceira encontrei dois preservativos, presumi que seriam uma oferta tam­bém. Fui até à casa de banho tomar um banho e fazer a barba, não fazendo ideia se Simon andaria ou não por casa. O wc era muito interessante: bastante espa­ço, linhas simples, uma janela com pauzinhos de in­censo, um aroma suave de limpeza mas não de produ­tos, um perfume a... canela, talvez. Repousei um pou­co na banheira que enchi até meio e passei um pouco de um óleo perfumado que me tinham oferecido no Egipto. Notei que havia barulho em casa mas não reparei que deixara a porta da casa de banho apenas encostada. Em breve do outro lado estaria Simon a espiar-me como fiquei a saber assim que olhei para o espelho quando saía da banheira.
Ele ficara espantado por eu o ter descoberto e eu fiquei espantado por ele me estar a ver naquele mo­mento em plena excitação. Devem ter sido apenas breves instantes que ficámos assim, mas pareceram-me uma eternidade... Simon voltou para o seu quarto e eu para o meu com um sorriso nos lábios.
Com uma toalha mais pequena passava o meu ca­belo para o secar diante do espelho que ficava mesmo ao lado da portada para a varanda com as persianas corridas. Simon em breve veio bater-me à porta com o seu sorriso aberto. Os seus olhos, como sempre os veria, tinham um brilho muito especial.
- Peço desculpa pela minha indiscrição de há pou­co.
- Não tens de pedir desculpa. Na verdade eu fiquei um pouco embaraçado, mas não fiquei perturbado com isso.
- Ia a passar para o meu quarto e reparei que o teu corpo era interessante. Não era intenção minha fazer algo disparatado
- Eu há pouco também reparei que o teu corpo é bem interessante...
Ao dizer isto ele aproximou-se suavemente da cama. Percebi que ele também estava perturbado com aquela situação que não deveria ser demasiado fre­quente para ele.
- Em geral as pessoas que aqui vêm não são parti­cularmente interessantes, sabes. Gosto de apreciar ho­mens mais que mulheres. E...
Sem que dissesse mais o que fosse eu colei os meus lábios nos dele e trocámos carícias um com o outro. Tirei-lhe a camisa mostrando um triângulo de pequenos pêlos aparados de cor clara na zona do peito e uns redondos mamilos prontos a serem saboreados. Com o meu avanço ele também não se fez de rogado e continuou o avanço passando-me a língua pelo ou­vido e acariciou-me a nuca e os mamilos.
A boca dele tinha um sabor a menta, possivelmen­te de alguma pastilha que tinha comido ou de algum forte chá que tinha bebido, dava-lhe um aroma fresco, agradável para aquela tarde de verão. Ombros amplos e costas largas foram percorridos pela minha língua aspirando-lhe a canela do aroma do seu gel de banho. Ambos estávamos bem excitados mas ainda não reve­lávamos as nossas armas apesar da nossa vontade mú­tua.
A verdade é que ele tinha um compromisso e den­tro em breve o viriam buscar.
- Porque não vens comigo? Tenho a certeza que nos vamos divertir.
- E onde vais?
- A uma festa privada de uns amigos meus. Como sou de confiança tenho a certeza de que eles não se importam que eu leve companhia; eles mesmos de­vem levar as suas companhias e assim continuávamos o que temos tanta vontade.
- Como posso eu recusar?
- Não podes.
- Assim sendo...
- Vou ao meu quarto buscar algo para levares ves­tido.
Achei estranho que me desse algo para vestir, mas aceitei a sua dádiva. Quando regressou ao meu quarto trouxe um fato de banho bem curtinho de cor azul marinho e uma camisa um pouco pequena do mesmo tom com uns tons mais claros como se tivesse sido la­vada num programa errado. Gostei da ideia, se bem que lhe disse que não iria conter-me com o meu pau muito tempo em baixo.
- E isso que importa?
Ele tirou-me a toalha da cintura mostrando o como estava excitado e colocou-me o fato de banho. Depois pegou no meu perfume e espalhou-o pelo meu tronco inflamado de prazer, aproveitando para dar um beliscão nos mamilos de novo. Vestiu então a camisa que ficava mesmo pela linha da cintura mas que não dava para abotoar. Assim deixaria à mostra o meu pei­to, como verdadeiro turista que era.
Ele foi até ao seu quarto e vestiu umas calças brancas quase transparentes com um fato de banho por baixo que reparei ser azul claro. Por cima não le­vava camisa alguma, apenas a sua tatuagem na parte interior do braço com um poema de Shakespear em caracteres góticos. Óculos de sol para os dois. Calçado e prontos para a festa. Só a sair de casa é que ele me disse:
- Esqueci-me de me dizer, esta festa é só para ra­pazes.

Saturday, December 19, 2009

um desvario não-totalmente-biográfico

tenho sofrido uma crise intelectual, nada me aparece de jeito na cabeça apesar de andar às voltas com mais de mil situações e com problemas que se não resolvem. a minha vida é mesmo assim e apesar disso não vejo motivo para que uma navalha se aproxime mais de mim como se fosse um doce encanto. não vejo motivo para continuar. penso que a minha crise se poderá dever a uma imensa preguiça intelectual. estou em situações que não me apetece andar, não apetece ler, não apetece escrever ou pensar em pensar em escrever. as coisas andam e o tempo não pára em grande vantagem do meu maior mal.
saber que me vão resolvendo as coisas mais imediatas da vida é um perfeito sinal de que me encontro como uma marioneta que apenas segue o fio condutor do tempo até ao limite final ainda por resolver. não coloco nisso qualquer problema, não sinto que seja em verdade um problema e a minha preguiça intelectual força-me a continuar como me encontro... sempre que me pergunto se o suicídio seria uma via interessante, percebo que me encontro demasiado fraco para o levar até ao fim. sou um completo doente a nível intelectual e que se conforma com isso... em todo o lado vejo pessoas iguais a mim, sentadas em frente a um televisor a saborear toda a informação que lhes é transmitida gratuitamente sem juízo de razão, ou vão acompanhando como ovelhas a opinião de um cardume. ouvimos todos o mesmo, sentimos o mesmo pelas mesmas coisas, tal é a mistura de químicos que nesses produtos alimentícios colocam,
vemos todos o mesmo, a todas as horas, se assim não fosse a nossa televisão apresentaria mais variedade de programas.
sem saber como continuo vivo, como se a morte esquecesse que existo, tal como se continuasse presa pela tia miséria do torga, não me apetece morrer nem que me matem, não me apetece viver, nem que me deixem viver... pudesse ao menos existir sem viver...